“A falta de compromisso tem sido um problema que lidamos há algum tempo”, relata ex-secretário de Saúde de Araranguá, sobre a falta de médicos no município
Em entrevista ao programa Dia a Dia da Rádio Araranguá, apresentado por Saulo Machado, a equipe de Saúde de Araranguá, falou sobre o andamento da pasta no município. Dentre os entrevistados, estiveram presentes, a secretária de Saúde de Araranguá, Daiane Biff, o ex-secretário de Saúde, doutor Henrique Besser, a enfermeira coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vera Lúcia e a enfermeira, Maria Aparecida.
Falta de médicos
“Neste ano tivemos poucas saídas de médicos, mas em todo ano é esperado. Existe a questão das residências, que quando sai a vaga, acaba sendo no dia seguinte. Com isso, o médico não tem tempo de nada, devido sua agenda já estar toda programada. Mas já sabendo dessas situações, nós temos 2 médicos de apoio. O problema é que as unidades são grandes e precisamos de um médico de 40 horas, que fique o dia inteiro. Como não temos, conseguimos nos ajustar colocando um médico meio período, mas não tem profissional sobrando”, relatou Daiane.
Falta de compromisso
“A falta de compromisso tem sido um problema que lidamos há algum tempo. O atendimento na atenção básica sempre foi feito por médicos recém-formados. Esperando aquela situação de uma residência ou algum hospital chamar. Já alguns anos a gente observa que cerca de 50% do corpo clínico se renova a cada 2 anos. Ou seja, metade dos médicos vão embora e nós temos que ir atrás de outros. Com isso, quando recebem alguma oferta maior, logo vão. Há municípios que não exigem o cumprimento da carga horária correta, mesmo sabendo que isso é errado”, explicou Besser.
A dengue
“A dengue é uma preocupação grande da secretaria. Estamos vendo a situação dos municípios vizinhos e a situação não está boa. Nosso cenário é bom, mas para chegar até aqui, na nossa cidade, é uma questão de tempo. Estamos cercados de focos de dengue nas cidades e além disso, o mosquito está se adaptando ao clima”, ressaltou a secretária.
Atenção
“Precisamos limpar nossos pátios, não deixar vasilhas com água, porque o mosquito gosta de água limpa. Agora que acabou o verão o pessoal deixa as piscinas descobertas e isso é um problema. É necessário cobrir”, explicou Vera.
Mutirão de ultrassom
“Nós conseguimos um recurso e vamos fazer um mutirão de ultrassom. Vamos priorizar os ultrassons de cirurgias, que são os mais caros de conseguir. A ideia é zerar a fila de 2022”, acrescentou Daiane.
Vacina da gripe
“A partir de segunda-feira, 10, inicia-se a campanha da influenza. Desta vez o Ministério da Saúde decidiu não escalonar grupos, serão todos os grupos juntos. Nesse momento será liberado geral”, finalizou Vera.











