Geral Agosto Lilás: Araranguá reforça rede de apoio e conscientização pelo fim da violência contra a mulher

Agosto Lilás: Araranguá reforça rede de apoio e conscientização pelo fim da violência contra a mulher

09/08/2025 - 11h36

Na manhã deste sábado, dia 9, o Calçadão de Araranguá foi palco de uma grande mobilização em defesa da vida das mulheres e contra todas as formas de violência. A ação, promovida pela Administração Municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social, reuniu diversos órgãos que integram a Rede de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência, entre eles Saúde, Educação, Poder Judiciário, Ministério Público, Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Polícia Militar e OAB Por Elas.

O objetivo foi divulgar os serviços disponíveis no município, fortalecer a rede de apoio e reforçar a mensagem de que violência contra a mulher não se tolera: se combate, todos os dias.

A coordenadora do CREAS, Michele Vitor, destacou a importância do evento para o fortalecimento das ações conjuntas. “Essa ação é de suma importância para divulgação e fortalecimento da rede de atenção de combate à violência doméstica. Nós, como rede de atenção, representamos essa união. Todas as mulheres precisam ser ouvidas e a violência precisa ser denunciada”.

A delegada e responsável pela DPCAMI, dra. Eliane Chaves, ressaltou que o trabalho diário da Polícia Civil está alinhado com a missão de proteger e orientar. “Estamos aqui hoje representando o dia a dia. A rede está forte e caminhando para representar cada vez mais todas as mulheres. O importante é buscar ajuda e nós estamos aqui para isso. Existem muitas violências, como a doméstica, sexual, patrimonial e psicológica. Quem tem interesse pode procurar a delegacia das 12h às 19h, ou através do WhatsApp (48) 98844-0011. Existe também o 180. Qualquer delegacia que procurar, será realizado o boletim de ocorrência”.

A psicóloga do Observatório da Mulher da Secretaria de Saúde de Araranguá, Fabiana Pereira, alertou para os sinais prévios da violência doméstica. “Ninguém começa já agredindo. Existem outros fatores que vão acontecendo até chegar lá. São sinais que denunciam o que está por vir. O criminoso sempre coloca a culpa na mulher. Ela se desvalida para permanecer em um relacionamento. Estamos aqui hoje para justamente combater essa situação. Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim. Todas as quintas-feiras estamos na Clínica da Família, às 13h30min, com escuta qualificada e sem julgamento. Muitas mulheres se desenvolveram e hoje fazem parte do grupo Dona de Mim, já são seis grupos formados.”

Para reforçar a informação sobre os direitos das vítimas, a presidente da Comissão de Direito da Vítima da OAB, dra. Kayanna Freitas, explicou sobre o projeto OAB Por Elas. “Nosso objetivo é auxiliar mulheres vítimas de violência que tenham medida protetiva e não tenham condições de pagar um advogado particular. Quando elas vão até a DPCAMI, durante o plantão nosso advogado atende e faz o encaminhamento. Todas as segundas-feiras, das 13h30min às 17h30. No atendimento, ela é instruída sobre seus direitos e o que pode fazer para sair da situação de crise. Também esclarecemos questões como os direitos dos filhos, pensão alimentícia e um eventual divórcio, de forma totalmente gratuita”, concluiu.

A mobilização deste sábado reforçou que, em Araranguá, a luta contra a violência doméstica é um compromisso de toda a sociedade. “Você nunca está sozinha. Não se cale”.