Geral Almir Fernandes de Souza: uma vida dedicada ao serviço voluntário e comunitário

Almir Fernandes de Souza: uma vida dedicada ao serviço voluntário e comunitário

31/01/2024 - 10h13

Em meio aos desafios e às demandas da vida moderna, há aqueles que se destacam não apenas por suas realizações pessoais, mas principalmente por seu compromisso com o bem-estar do próximo. Almir Fernandes de Souza é um desses indivíduos excepcionais, cuja vida é marcada por um serviço voluntário incansável ao próximo.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa 95.5 Entrevista, apresentado por Gregório Silveira, Almir contou sua trajetória no trabalho ao próximo.

Nascido filho de Adolfo Fernandes de Souza e Edite Rodrigues de Souza, Almir Fernandes de Souza trilhou um caminho repleto de contribuições e feitos notáveis que ultrapassam o âmbito profissional e alcançam o coração das pessoas que ele serviu ao longo de décadas. “Meu pai saia para caçar, para assim, trazer o alimento para casa. Me recordo que ele saía na quinta-feira e voltava apenas no domingo”, destacou.

Desde os seus 17 anos, Almir iniciou sua jornada profissional na área da saúde, trabalhando na Enfermaria da Cerâmica Eldorado e, posteriormente, na Cerâmica Portinari. Sua determinação e paixão pelo cuidado com o próximo o levaram a ingressar no Curso Superior de Enfermagem em Tubarão, consolidando uma trajetória de serviço exemplar que perduraria por toda a sua vida. “O hospital para mim sempre teve muita influência. Quando via aquelas pessoas vestidas de branco, me imaginava igual a elas. Sempre quis trabalhar em relação à Saúde”.

No entanto, foi em sua atuação voluntária que Almir Fernandes de Souza encontrou sua verdadeira vocação e deixou um legado na região Sul de Santa Catarina Ao longo de décadas, Almir dedicou seu tempo, energia e recursos para uma variedade impressionante de causas e organizações, abraçando projetos que abrangem desde a saúde até o apoio social e emocional.

“Ser solidário faz parte do ser humano. Tive a oportunidade de ingressar em trabalhos, que me possibilitaram ajudar o próximo. Sempre me envolvi de uma forma bastante prática e imersiva”.

Como vice-presidente da Cruz Vermelha Brasileira, coordenou campanhas humanitárias e prestou auxílio em situações de emergência. Sua liderança na Equipe Multi-Institucional, composta por 34 instituições públicas, demonstrou sua habilidade de unir esforços em prol do bem comum.

Além disso, sua dedicação como vice-presidente do Banco de Olhos, facilitando transplantes de córneas e salvando vidas, destaca-se como um exemplo a ser seguido. “Em 17 anos de envolvimento, conseguimos mais de mil captação de córneas. Apresentamos a luz, a quem só conhecia a escuridão. É indescritível o bem que isso faz as pessoas”.

No âmbito policial, sua atuação como presidente da Associação dos Policiais Civis por 26 anos, assim como sua contribuição para a Defesa Civil, refletiu seu compromisso com a segurança e o bem-estar da sociedade. Diante seus serviços prestados, Almir presenciou inúmeras cenas que marcaram sua carreira.

“O caso da menina de 10 anos, que foi estuprada, assassinada e pendurada no alambrado. Observamos que ela havia agonizado até falecer, foi uma cena muito forte. Trabalhamos para aliviar a perda da família. Quando entrei na casa da família, falei para a mãe da menina que estávamos levando o corpo da menina para o IML e que havia a possibilidade de doar as córneas dela para que outras duas crianças possam enxergar. Uma tia da menina estava próxima e reforçou o pedido. Essa cena me marcou muito. A vida da menina continuou em outras duas crianças”.

Mais uma vez Almir se emociona ao lembrar de outro momento marcante de sua trajetória. “Outro caso, foi quando realizamos uma operação em um local muito remoto, devido uma enchente que ocorreu. Me lembro que no Morro do Baú desabou tudo. Com isso, muitas famílias morreram, outras ficaram desabrigadas e desaparecidas. Trabalhamos muito nesse caso. Me recordo que um bombeiro veio a Câmara de Vereadores de Criciúma fazer um agradecimento público ao serviço prestado. Ele trouxe uma carta, que dizia que muitas famílias sobreviveram naquele momento, porque as doações chegaram a tempo”.

“Em seu depoimento, ele falava de uma cena em específico, onde uma criança havia recebido uma caixa de leite, na qual tomava, espremendo com toda sua força. Tamanha era a sede daquela criança. São situações que mexem com a gente, toda doação é bem-vinda, principalmente nesse momentos”, acrescentou.  

Os reconhecimentos e homenagens que Almir recebeu ao longo dos anos são testemunhos tangíveis do impacto que ele teve em sua região. Desde troféus e certificados até títulos de cidadania e medalhas de mérito, cada distinção reflete o apreço e a gratidão daqueles que foram tocados por sua dedicação e serviço humanitário.

Em seus próprios termos, Almir Fernandes de Souza sempre defendeu o poder da união e da colaboração. Seu lema, “NINGUÉM É TÃO BOM, QUANTO NÓS TODOS JUNTOS”, expressa não apenas como uma declaração de princípios, mas como um chamado à ação para todos nós, inspirando-nos a seguir seu exemplo.

No ano de 2021, seus projetos e campanhas beneficiaram aproximadamente 80 mil pessoas, com o envolvimento de cerca de 48 instituições oficiais e ONGs, e contou com o apoio de aproximadamente 120 voluntários.