Geral Após ter alcançado avanços importantes para a Polícia Civil de SC, Eliane travou sua maior batalha: a luta contra o câncer

Após ter alcançado avanços importantes para a Polícia Civil de SC, Eliane travou sua maior batalha: a luta contra o câncer

22/04/2024 - 09h09

Em entrevista exclusiva concedida ao programa 95.5 Entrevista, da Rádio Araranguá, a delegada Eliane Márcia Chaves compartilhou os desafios e conquistas de sua inspiradora jornada na Polícia Civil do Estado de Santa Catarina.

Nascida em 30 de julho de 1974, no município de Nova Erechim/SC, Eliane traçou seu caminho rumo ao serviço público com determinação e paixão pelo Direito, formando-se em 1998 e ingressando na corporação como delegada de polícia em 2002.

“Natural do Oeste do estado, sou a sexta filha. Tivemos uma infância muito simples. Me lembro que fomos ter banheiro em casa, apenas depois de grande. Não foi nada fácil a juventude. Desde criança, sempre gostei de ler e estudar. Minha mãe sempre foi bem presente, em nossas vidas. Já o meu pai, possuía um comportamento mais rígido, ele era militar. Os anos se passaram e com muita dificuldade, ingressei nos estudos influenciada pela minha irmã, para fazer direito”, destacou.

Com uma carreira marcada por passagens cruciais por diferentes municípios catarinenses, a Delegada Chaves deixou sua marca ao idealizar e implementar projetos pioneiros, como a Delegacia de Homicídios da Capital do Estado e a Sala Lilás, dedicada ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Sua liderança visionária também foi fundamental na reativação do Canil Policial e na criação da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, entre outras iniciativas.

“Atuei realizando a gestão das unidades por muito tempo. Sem dúvidas esse foi o diferencial da nossa administração. Atualmente, gerimos uma delegacia, trabalhamos com recursos e tudo que abrange a área. Vejo uma grande evolução em minha carreira, me sinto realizada e experiente”, ressaltou.

Após um afastamento em 2009 devido ao nascimento de sua filha Júlia, Eliane voltou com ainda mais determinação, assumindo importantes funções na Corregedoria Geral da Polícia Civil e posteriormente a titularidade da Delegacia da Mulher em Palhoça/SC. Sua ascensão na hierarquia policial culminou em sua promoção, em agosto de 2022, à última instância da carreira de delegada de polícia.

“Logo no início, ainda como diretora de polícia de Florianópolis, conseguimos unir duas delegacias, que há tempo não eram unidas. Outras gestões tentaram juntar elas e não conseguiram. Fiquei muito feliz, porque foi a nossa gestão que alcançou esse feito. Me lembro que alcançamos uma conquista para o Estado, quando implantamos a sala lilás. Essa foi uma iniciativa proposta no Mato Grosso que conseguimos inserir aqui no Estado”, acrescentou.

Desde fevereiro de 2022, a Delegada Eliane Márcia Chaves tem estado à frente da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá, onde seu comprometimento e liderança têm sido fundamentais para fortalecer as operações e a visibilidade do trabalho realizado na unidade.

“Acredito que precisamos estar sempre se reinventando. Existe essa necessidade. Atualmente, com a nova DPCAMI, trabalhamos com uma excelente estrutura. O que em outra hora a vítima não tinha privacidade, hoje com a nova base, tem. Além disso, temos observado uma alta em feminicídio, por isso, nossos esforços vêm sendo direcionado ao enfrentamento dessa questão”, relatou Eliane.

Além de uma carreira bem sucedidada na Polícia Civil de Santa Catarina, a delegada alcançou a vitória mais importante de sua vida: a luta contra o câncer. “Quando descobri o primeiro diagnóstico da doença, estava em Florianópolis e confesso que fiquei bastante abalada. Meu tratamento foi muito rápido. Muitas pessoas me perguntavam quando voltaria, o que me fez voltar mais cedo, após a recuperação. Com isso, o tempo passou e novamente fui diagnosticada com câncer, só que dessa vez de mama. Na ocasião não fiquei abalada, como na primeira vez. Dessa vez, foquei em me recuperar e cuidar mais de mim. Foi bem dolorido, visto que perdi meu cabelo e sobrancelhas. Mas nunca cai, desde o primeiro dia após o diagnóstico, travei uma batalha muito ferrenha e sem dúvidas, foi minha principal vitória”, finalizou a delegada.