Autoridades buscam resolver situação do hospital Dom Joaquim que teve que fechar as portas após o tornado
A cidade de Sombrio vem enfrentando grandes desafios após um tornado ter atingido o município e causar inúmeros estragos. Dentre os pontos mais afetados está o Hospital Dom Joaquim. Na manhã desta terça-feira, 21, em uma coletiva de imprensa, o Instituto Maria Schmitt (IMAS), que administra a instituição, anunciou, pela primeira vez em 80 anos de história, o fechamento temporário das portas do hospital.
Os prejuízos causados pelo tornado resultaram em perdas avaliadas em mais de R$ 1,5 milhão, especialmente em equipamentos essenciais, como respiradores. A instituição, completamente destelhada e com danos na parte elétrica, viu-se obrigada a transferir todos os pacientes internados. A previsão de interdição é de 45 dias, tempo necessário para realizar os reparos essenciais.

Diante dessa situação crítica, a prefeitura Municipal de Sombrio, em colaboração com o IMAS, anunciou uma medida emergencial: a criação de um ambulatório provisório em um prédio municipal. Engenheiros das duas instituições trabalham para elaborar o projeto. A expectativa é que o ambulatório comece a operar nos próximos dias, garantindo atendimento básico de saúde à população.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, o secretário de Saúde de Sombrio, Rafael dos Santos Silva, falou sobre o fechamento do Hospital e os impactos sofridos na saúde da região. “Desde a madrugada de sexta para sábado, temos vivido momentos difíceis. Estamos trabalhando quase 24 horas por dia. Estamos nos organizando de uma forma para causar o menor dano à população sombrienses e da região”, destacou.
O secretário ressalta a importância da funcionalidade do hospital, não só para a região, mas para todo o Estado. “O Dom Joaquim faz em média, entre 4 e 5 mil atendimentos por mês, em porta de emergência, tirando os atendimentos realizados pela Saúde básica do município. O hospital não é mais local, mas sim regional, atendendo pessoas de todo o Estado”.
Devido algumas partes da estrutura serem laje, os estragos puderam ser amenizados, mas de acordo com Rafael, boa parte da elétrica foi danificada. “Algumas partes do hospital já são laje. Com isso, as partes mais atingidas foram as da emergência, onde é apenas o telhado. Fios foram molhados e, em alguns setores, foram registrados curtos circuitos. Sem dúvidas, se tivéssemos laje em tudo, o estrago teria sido menor”.
Já prospectando medidas para suprir as necessidades da população, o secretário diz que toda a administração, estará elaborando um pronto atendimento 24 horas. “Estamos nos preparando para abrir um pronto 24 horas. Para que com isso, possamos atender toda a demanda da população. Sabemos que também há a demanda de cirurgias, em que o hospital vinha desempenhando. Acredito que o IMAS consegue estar distribuindo essa demanda para os hospitais da região. Penso que o Estado, como parceiro, estará entrando com alguma ação, para que essas pessoas que já estavam com suas cirurgias agendadas, não fiquem desassistidas”, finaliza.







