Conselho Municipal propõe revisão da lei que proíbe esportes náuticos motorizados nas lagoas de Araranguá
Em Araranguá, um debate ganha destaque nos círculos ambientais e turísticos: a liberação da prática de esportes náuticos motorizados nas lagoas da cidade. João Rosado, biólogo da Fundação Ambiental de Araranguá (FAMA), está liderando esse movimento, visando reavaliar a legislação atual que proíbe tais atividades.
Em entrevista concedida à Rádio Araranguá, durante o programa Dia a Dia, Rosado destacou que a lei municipal 149/2012 proíbe expressamente esportes náuticos motorizados em lagos, lagoas e reservatórios de Araranguá. No entanto, ele argumenta que essa proibição foi estabelecida sem um respaldo técnico adequado.
“Não podemos ignorar a importância da preservação ambiental, mas também precisamos considerar o desenvolvimento turístico da região”, afirmou Rosado. Ele propõe uma revisão da legislação, buscando embasamento técnico e expertise de especialistas em mecânica de embarcações e engenharia química para compreender melhor os impactos dessas atividades nas lagoas.
O biólogo ressaltou ainda a necessidade de um debate cuidadoso e baseado em evidências. “Estou propondo ao Conselho Municipal que, caso não haja embasamento técnico sólido para a proibição permanente, consideremos a possibilidade de liberar temporariamente essas atividades”, acrescentou.
Rosado também mencionou um estudo que sugere que o movimento das embarcações pode contribuir para a melhoria da oxigenação da água, o que pode ser um ponto relevante na discussão. “Existe um estudo que diz que o movimento que essas embarcações promovem na água, gera uma melhora na oxigenação”.
A proposta de revisão da proibição de esportes náuticos motorizados nas lagoas de Araranguá será discutida no Conselho Municipal. O encontro está marcado para o dia 9 de abril.







