Geral Câncer de pele: especialista explica o que fazer para evitar a doença

Câncer de pele: especialista explica o que fazer para evitar a doença

23/01/2023 - 09h26

Ir a praia, buscar se refrescar em rios, lagos ou piscinas são atividades normais durante o verão. Porém, com o aumento da exposição ao sol, os riscos de as pessoas contraírem o câncer de pele aumentam. Para evitar a doença, são necessários cuidados especiais que foram explicados pela dermatologista Letícia Camilo, em entrevista a Saulo Machado na Rádio Araranguá.

A atenção ao corpo é algo que deve estar sempre presente. Segundo Letícia, sinais vão aparecendo na pele e isso pode ser um indicativo de que o paciente precisa buscar um médico. “Eu sempre falo que o mais importante é conhecer o nosso corpo e estar atento as pintas que a gente tem. A gente vive em uma região de pessoas com a pele muito clara, então é importante estar atento a qualquer modificação ou surgimento de novas pintas”, afirmou.

Diagnóstico

Pintas e sinais, além da mudança de algumas marcas no corpo, podem auxiliar no diagnóstico antecipado da doença. “Aquelas pintas que estão mudando de cor, as vezes crescendo de forma assimétrica, de um lado maior que de outro, mudando de cor, especialmente com mais de dois tons. E mais importante, aquela ferida que nunca cicatriza ou então que passa a tolha no banho e ela sangra. Essas são os principais cuidados”, disse a dermatologista.

Ainda de acordo com Letícia, embora a cor da pele das pessoas apresente maior ou menor proteção natural a radiação solar, as orientações com relação aos cuidados valem para todo mundo. “As orientações são para todo mundo, mas as pessoas que são muito brancas e que nunca bronzeiam, que querem pegar sol mas sempre se queimam. Essa é o foto tipo mais claro, o foto tipo 1 que a gente chama. Cada queimadura que a gente tem aumenta a chance de câncer de pele. Então tem que cuidar mais”, explicou.

A aplicação do protetor solar também é algo fundamental. Letícia Camilo fez questão de reforçar a diferença entre protetor solar e bronzeador, que segundo ela não faz a devida proteção, ainda que em propagandas enganosas de bronzeadores afirmam que protegem. “Protetor solar, é acima de 30 fps. Abaixo é bronzeador. A gente vê muitas propagandas afirmarem que bronzeiam e protegem, mas bronzeador é acima de 30”, alertou a dermatologista.

Todos os cidadãos deveriam passar o protetor pelo menos a cada três horas. “E quando você está exposto ao sol, a cada duas horas. Ou então se você toma banho, reaplica o protetor”, disse. Ela ainda alertou para barracas, gazebos e guarda-sóis que se não tiverem o material adequado não fazem a proteção. “Nylon passa 95% da radiação”, arrematou Letícia Camilo.

Ouça a entrevista completa: