Conheça mais sobre as zoonoses: doenças infecciosas que são transmitidas entre animais e pessoas
Você conhece as Zoonoses? Talvez esse nome pareça estranho, mas a classe das doenças proprietárias do nome, são infecciosas e transmitidas entre animais e pessoas. De acordo com a secretaria de Saúde, os patógenos podem ser bacterianos, virais, parasitários e podem ainda envolver agentes não convencionais. Além disso, o contágio se espalha para os humanos por meio do contato direto ou através de alimentos, água e até mesmo o meio ambiente.
A propagação dessas bactérias virais representa um grande problema de saúde pública em todo o mundo, devido a estreita relação do ser humano com os animais no ambiente doméstico, na agricultura e no ambiente natural. As zoonoses também podem causar interrupções na produção e no comércio de produtos de origem animal para alimentação e outros usos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou nessa quinta-feira, 06, o Dia Mundial ao Combate as Zoonoses, em comemoração ao que aconteceu em 1885 na França, quando o cientista Louis Pasteur aplicou a primeira vacina contra a raiva em um garoto de 9 anos que havia sido mordido por um cão infectado com raiva. Graças à vacinação, o garoto sobreviveu.
Para falar mais sobre o assunto, o biólogo da Regional de Saúde, Fábio Sabino, em entrevista à Rádio Araranguá, destacou. “As Zoonoses são doenças transmitidas entre animais e pessoas. Os agentes etiológicos podem ser bactérias, vírus, protozoários ou até mesmo fungos. São todos os microrganismos que podem estar envolvidos”.
O biólogo ainda ressaltou que de acordo com a OMS, são mais de 200 doenças transmitidas de animais para o ser humano. “Com o aumento da população, porque quando há o aumento na população de qualquer indivíduo, ocorre o desequilíbrio e por consequências, surgem doenças. Segundo a OMS, são mais de 200 doenças que são transmitidas por animais. Através de pesquisas, até o sarampo pode ter vindo de animais. São inúmeras doenças transmissíveis. O ambiente em um todo, tem seu equilíbrio, mas nós, como ser humano, fomos invadindo essas áreas que são dos animais. Com isso, acontece esses contágios”.
Sobre o trabalho que a Saúde exerce na região, com fiscalizações, controle do meio ambiente e levantamentos de animais mortos, Fabio relata. “Temos alguns problemas com as notificações de macacos doentes mortos ou ocorrências de carcaça. Realizamos esse trabalho junto aos municípios e pedimos aos memos, que estimulem a população a notificar quando um macaco morre. Na região de São Martinho já tem registros de animais com febre amarela. Em todo esse costão nosso, como Timbé do Sul e Praia Grande tem muitos Bugios, Macaco Prego e Saguis. Nós precisamos ser notificados quando há macacos em óbito, porque realizamos os estudos necessários e identificamos se a morte realmente foi ocasionada pela febre amarela ou não, lembrando sempre que os macacos não transmitem a doença. Tudo que o ser humano faz, traz um retorno. Quando falamos sobre a limpeza, as ações, as pessoas as vezes não gostam, mas é necessário. Por falta de consciência do cuidado da própria residência, o cidadão coloca em risco sua própria família e a população”.
Sobre a Dengue na região, o biólogo explicou que o mosquito se adapta ao clima e com isso, a população precisa estar mais atenta. “Cada cidadão precisa fazer sua parte. Todos nós nos adaptamos ao tempo, clima e situações. Com o mosquito, não é diferente, esses vetores se modificam com o passar do tempo e isso exige mais atenção da população”.











