Convenções partidárias começam nesta segunda e abrem fase decisiva da corrida eleitoral
O calendário eleitoral entra em uma nova etapa nesta segunda-feira (20), com o início do período de convenções partidárias, que segue até 5 de agosto. É nesse intervalo que partidos e federações oficializam candidaturas, homologam coligações e definem os nomes que disputarão a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado, a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas.
Durante comentário na programação da Rádio Araranguá, o analista político Upiara Boschi destacou que a abertura do prazo marca o momento em que os projetos políticos deixam a fase das articulações para ganhar caráter oficial.
“Chegou o dia 20 de julho, dia que marca o início do prazo de convenções partidárias. É o período que os partidos e as coligações têm para formalizar seus projetos, suas alianças e suas candidaturas”, afirmou.
Cenário nacional
Segundo Boschi, algumas legendas optaram por acelerar a oficialização de suas chapas. O Partido Liberal (PL) marcou para o próximo sábado (25), em Brasília, a convenção que deve homologar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Já o Partido dos Trabalhadores (PT) realizará sua convenção nacional no dia 2 de agosto, quando deverá confirmar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.
Santa Catarina também entra no calendário
No cenário catarinense, a primeira grande convenção acontece já nesta terça-feira (21). A frente de partidos de esquerda oficializará a coligação denominada Campo Democrático, formada pela federação composta por PT, PV e PCdoB, além de PSOL, PDT e PSB.
A chapa terá Gelson Merisio como candidato ao Governo do Estado, Ângela Albino como candidata a vice-governadora e Décio Lima e Afrânio Boppré como candidatos ao Senado.
As demais principais alianças estaduais escolheram a mesma data para suas convenções: 1º de agosto.
De um lado, o governador Jorginho Mello buscará oficializar sua candidatura à reeleição em uma coligação formada por PL, Republicanos, Podemos, Novo e PSDB. O ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), será homologado como candidato a vice-governador, enquanto Carlos Bolsonaro e Carol De Toni compõem a chapa ao Senado.
No mesmo dia, em evento na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), João Rodrigues oficializará sua candidatura ao governo em uma aliança envolvendo PSD, MDB e a Federação União Progressista. A chapa terá Carlos Chiodini (MDB) como candidato a vice-governador, além de Esperidião Amin (Progressistas) e Antídio Lunelli (MDB) como candidatos ao Senado.
Atenção aos dissidentes
Para Upiara Boschi, além da formalização das candidaturas, um dos principais pontos de atenção durante as convenções será a situação dos parlamentares que defendem posicionamentos diferentes daqueles adotados oficialmente por seus partidos.
O analista citou, como exemplo, integrantes do MDB e do Progressistas que manifestam apoio à reeleição de Jorginho Mello, embora as siglas estejam alinhadas à candidatura de João Rodrigues.
“O que a gente quer ver é como vão ficar os dissidentes”, observou Boschi.
Segundo ele, o deputado estadual Fernando Krelling (MDB) afirmou que a convenção da sigla deverá apresentar apenas uma opção de apoio, favorável à candidatura de João Rodrigues. A preocupação, entretanto, é que os filiados que optarem por apoiar Jorginho Mello não sejam alvo de punições partidárias.
No Progressistas, a situação tende a ser ainda mais delicada em razão da integração da legenda à Federação União Progressista, que já definiu apoio à candidatura de João Rodrigues.
Com o início das convenções, a disputa eleitoral entra oficialmente em uma nova fase, na qual alianças deixam de ser apenas negociações e passam a integrar formalmente o cenário da eleição de 2026.
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