Política Em SC, Zema segue criticando Flávio Bolsonaro, mas não descarta aliança no segundo turno para derrubar PT

Em SC, Zema segue criticando Flávio Bolsonaro, mas não descarta aliança no segundo turno para derrubar PT

19/05/2026 - 09h32

A visita dos ex-governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Romeu Zema, de Minas Gerais, ambos apontados como pré-candidatos à presidência da República, movimentou a capital catarinense nesta semana durante o Conecta 2026, evento promovido pela Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF). Com foco no empreendedorismo, o encontro também serviu como palco para articulações políticas e aproximações visando as eleições de 2026.

A abertura do evento reuniu lideranças importantes de Santa Catarina, como o governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição, o senador Esperidião Amin, também cotado para disputar novo mandato, e o prefeito de Florianópolis Topázio Neto, atual presidente da FECAM (Federação Catarinense de Municípios). A presença das lideranças reforçou o peso político do encontro, que também contou com parlamentares e dirigentes partidários.

O comentaria político da Rádio Araranguá, Upiara Boschi, destacou especialmente a movimentação em torno de Ronaldo Caiado. Segundo ele, o ex-governador goiano concentrou seu discurso em segurança pública, experiência administrativa e críticas ao PT e ao presidente Lula.

“Caiado trouxe muito forte a pauta da segurança pública e também a trajetória dele na política nacional. É alguém que disputou a presidência ainda em 1989, foi deputado, senador e agora tenta consolidar o nome após vencer a disputa interna do PSD”, observou Upiara.

Mas, para o comentarista, o principal destaque foi o grupo político que acompanhou Caiado em Florianópolis. Estiveram ao lado do governador lideranças importantes do PSD catarinense, como o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues, pré-candidato ao governo do Estado, o presidente estadual do PSD Eron Giordani, o presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato à Câmara dos Deputados, Julio Garcia, além dos ex-governadores Jorge Bornhausen e Eduardo Pinho Moreira.

Segundo Upiara, a composição chamou atenção especialmente pela reaproximação política entre Bornhausen e João Rodrigues, após divergências anteriores, além da sinalização de possível alinhamento entre PSD e MDB em Santa Catarina.

Do lado de Romeu Zema, o evento teve participação de lideranças do Novo, como o deputado federal Gilson Marques e o deputado estadual Matheus Cadorin. A ausência do ex-prefeito de Joinville e pré-candidato a vice na chape de Jorginho Mello, Adriano Silva, também foi percebida nos bastidores.

Em seu discurso, Zema fez críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro após o vazamento de um áudio envolvendo cobranças relacionadas a um suposto financiamento junto ao Banco Master, de Vorcaro. Questionado sobre o caso, Zema afirmou considerar a situação “inaceitável” e reforçou que busca se apresentar ao eleitorado como alguém sem compromissos políticos que possam comprometer sua atuação.

Apesar das críticas, o ex-governador mineiro admitiu a possibilidade de uma composição em um eventual segundo turno, desde que o objetivo seja derrotar o PT.

Marcha dos prefeitos

Enquanto isso, em Brasília, outro tema mobiliza lideranças catarinenses. Cerca de 115 prefeitos do Estado participam da Marcha dos Prefeitos, evento nacional que reúne gestores municipais em busca de recursos e discussão de pautas que impactam diretamente as finanças das prefeituras.

Entre os assuntos mais debatidos está a preocupação dos municípios com propostas que ampliam despesas obrigatórias, como novos pisos salariais e o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo estimativas apresentadas durante a mobilização, a mudança poderia gerar impacto de até R$ 46 bilhões aos cofres das prefeituras brasileiras.

A Marcha dos Prefeitos segue em Brasília até quinta-feira.

Foto: Divulgação

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