Hospital Regional de Araranguá reforça controle para impedir entrada de cães e garante continuidade da cão-terapia
Em entrevista ao apresentador Lucas Casagrande, na Rádio Araranguá, o diretor do Hospital Regional de Araranguá (HRA), Kristian Souza, esclareceu a situação envolvendo a presença de cães dentro da unidade hospitalar e explicou as medidas adotadas para garantir a segurança de pacientes, profissionais e visitantes.
Segundo o diretor, a instituição vem enfrentando, há algum tempo, a circulação de cães de rua em áreas internas e externas do hospital, o que motivou a fixação de um comunicado da Vigilância Sanitária com orientações e normas sobre o tema.

“A situação, trouxe dois problemas principais: ataques a pessoas, com registros de atendimentos por mordedura no pronto-socorro, e infestação de pulgas e carrapatos. Chegamos a ter que bloquear o pronto-socorro por cerca de quatro horas para realizar a desinsetização, após a constatação de carrapatos no ambiente”, destacou Kristian.
Ação conjunta e cumprimento da lei
O diretor explicou que as medidas estão sendo realizadas em conjunto com o Bem-Estar Animal e a Vigilância Sanitária do município, reforçando o cumprimento da legislação que proíbe a presença de animais em ambientes hospitalares, por questões sanitárias e de segurança.
Kristian ressaltou que não há qualquer intenção de maltratar ou abandonar os animais. “Ninguém vai judiar dos cachorros. A orientação é apenas retirá-los quando entram no hospital, garantindo a segurança de todos. Entretanto, funcionários da unidade têm se sentido inseguros ao realizar essa abordagem, devido a ameaças, filmagens e represálias por parte de algumas pessoas”, disse.

Diferença entre cães de rua e cão-terapia
Durante a entrevista, o diretor fez questão de diferenciar a situação dos cães de rua da cão-terapia, prática já adotada pelo hospital. “Os animais utilizados em ações terapêuticas seguem protocolos rigorosos, com banho no dia da visita, vacinação em dia e controle de parasitas. Esses animais entram no hospital com um objetivo terapêutico, seguindo critérios específicos e com autorização da instituição. Esse trabalho vai continuar”, garantiu.
Apelo à população
Kristian Souza também fez um apelo para que a população não abandone animais nas proximidades do hospital e que os tutores identificados cuidem adequadamente de seus cães, mantendo-os em locais cercados e com o controle sanitário necessário. “Somos defensores da causa animal, mas tudo tem um lugar. Um hospital é um ambiente sensível, frequentado por pessoas debilitadas, e precisa de cuidados especiais”, enfatizou.
Atendimento e investimentos no HRA
Ainda durante a entrevista, o diretor atualizou a situação do pronto-socorro, destacando o reforço nas equipes médicas, a adoção de protocolos para reduzir o tempo de espera e o bom funcionamento do atendimento, mesmo com o aumento da demanda na temporada de verão.
Entre os investimentos previstos, Kristian citou. “Reformas estruturais, aquisição de equipamentos e estamos na expectativa da implantação de uma torre de vídeo, que vai permitir ampliar procedimentos cirúrgicos e reduzir a necessidade de transferências para outros hospitais”.
O diretor também destacou a consolidação do serviço de ortopedia de alta complexidade, com a realização de cerca de 20 a 30 cirurgias por mês e a redução significativa da fila de espera, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes da região.















