Geral Hospital Regional enfrenta dificuldades financeiras e busca soluções para pagamento do 13º salário

Hospital Regional enfrenta dificuldades financeiras e busca soluções para pagamento do 13º salário

05/11/2025 - 10h20

Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, o diretor do Hospital Regional de Araranguá e da Policlínica, Kristian Souza, revelou a delicada situação financeira da unidade de saúde e demonstrou preocupação com o pagamento do 13º salário dos colaboradores.

Segundo Kristian, o hospital está adotando medidas emergenciais para tentar equilibrar as contas e garantir o cumprimento das obrigações trabalhistas. “Hoje não temos dinheiro para pagar o décimo terceiro salário aos funcionários. Teremos que fazer algumas ações para honrar com os colaboradores. Entretanto, tudo isso impacta no pagamento de impostos e fornecedores, o que nos preocupa muito. Caso esse reajuste não venha até o final do ano, será uma situação ainda mais difícil. Mesmo assim, estamos priorizando o encaminhamento dos recursos para o atendimento dos pacientes”, destacou o diretor.

Kristian explicou que o impasse está relacionado à falta de reajuste contratual por parte do Governo do Estado, que é responsável pelos repasses financeiros à instituição. “Antes da suspensão do edital que vai definir a nova Organização Social que vai administrar a unidade, a justificativa era que o novo edital resolveria esse problema. Entretanto, o edital foi suspenso e agora estamos aguardando uma decisão da Secretaria de Estado da Saúde. Não tivemos reajustes ao longo dos anos. Em novembro o contrato vira e vamos novamente solicitar o reajuste, como já fizemos em anos anteriores. Sempre recebemos a justificativa de que não há base para o aumento, mesmo apresentando todas as planilhas financeiras. A única solução acaba sendo a via judicial, como ocorreu em 2021, quando ganhamos o direito e o reajuste foi aplicado”, explicou.

O diretor destacou ainda que o Estado tem total conhecimento da realidade financeira do hospital. “Hoje temos um centro de custo do Estado dentro do hospital, ou seja, o governo sabe tudo sobre nossas finanças e mesmo assim não reajusta. Temos até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13º e até 20 de dezembro a segunda. Vamos dar um jeito de honrar com o compromisso, mesmo sabendo que isso pode gerar falta de recursos em outras áreas”, concluiu Kristian.