Humorista sombriense alcança os palcos do teatro em São Paulo
Por anos, o público de Sombrio ouviu a voz de Leandro Rodrigues Cardoso nas rádios da cidade, onde ele ajudou a divulgar o esporte do município. Neste sábado, 7 de novembro, ele vai pegar o microfone em outro endereço. Conhecido como Lelê Rodrigues, o humorista apresenta seu solo de stand-up, Um Solteiro Sabor Casado, às 21h, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo.
Nascido e criado em Sombrio, no sul de Santa Catarina, Lelê construiu na cidade os primeiros anos da carreira na comunicação. Depois de trabalhar nas rádios locais e dar espaço às competições amadoras, passou a atuar na televisão, onde também trabalhou por vários anos.
Em 2023, mudou-se para o Rio Grande do Sul para trabalhar como roteirista e produtor do humorista Cris Pereira. A parceria levou o sombriense dos bastidores ao palco. Além de escrever roteiros e atuar na produção, Lelê passou a abrir os shows do Cris e a apresentar suas próprias piadas ao público.
Das redes sociais ao show solo
Em janeiro de 2026, a expressão “solteiro sabor casado”, criada por Lelê, ganhou repercussão nas redes sociais. A ideia nasceu de uma brincadeira com o próprio jeito de viver: solteiro no estado civil e casado no comportamento. Nos vídeos, situações como preferir o sofá à balada ou aceitar um convite já pensando na hora de voltar para casa renderam piadas sobre a vida depois dos 30.
A expressão deu nome ao primeiro show solo do humorista, que estreou em maio, em Canoas (RS), com ingressos esgotados. Em menos de seis meses, o espetáculo chega à capital paulista.
Para Lelê, a data tem um significado que vem de antes do rádio e da televisão. Ele tinha 12 anos, ainda morava em Sombrio e já sonhava em se apresentar em São Paulo. Neste sábado, o sonho do guri ganha um endereço na Bela Vista e um espetáculo com o nome dele no cartaz.
“Aos 12 anos, eu via A Praça É Nossa, no SBT, e Zorra Total, na Globo, e aquilo ficava batendo na minha cabeça. Era isso que eu queria fazer da vida. Eu queria fazer as pessoas rirem. Naquela época, não tinha rede social, e a porta que eu enxerguei pra entrar na comunicação foi o rádio. Comecei na 93.3 FM, depois fui pra 102.9 e, mais tarde, pra TV Sul Catarinense”, conta Lelê.
“Quando decidi deixar o rádio e a TV pra trabalhar com o Cris Pereira, foi pra correr atrás daquele sonho. O Cris me ensinou muito sobre palco. Foi ali que comecei a encontrar minha voz no humor e a perceber que eu podia fazer as pessoas rirem do meu jeito, com os valores que sempre carreguei.”
“Sou grato a cada pessoa que me deu uma oportunidade, que torceu por mim e que segue torcendo até hoje. Quando eu subir no palco em São Paulo, vou lembrar do guri de 12 anos que assistia àqueles programas em Sombrio. Vai ser a realização de um sonho meu, e eu tô muito feliz de poder dividir essa noite com quem estiver lá.”







