Instantes de pavor de quem se salvou
A semana começou com a notícia do acidente ocorrido na divisa de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Do lado de cá do Rio Mampituba, Passo de Torres, na outra margem, Torres. Entre as duas cidades a ponte pênsil ligando catarinenses e gaúchos. E foi pelo rompimento de um dos cabos de sustentação de sua estrutura que aproximadamente 50 pessoas na madrugada de hoje, caíram nas águas escuras do rio que poucos metros adiante desagua no Oceano Atlântico.
Desde as 02:30hs., quando teria acontecido a ocorrência, as forças de segurança buscam por desaparecidos. Inicialmente, eram seis pessoas que estavam sobre a ponte e que não haviam sido mais localizadas. As buscas avançaram durante todo o dia, nenhum corpo foi encontrado, e as notícias do paradeiro desses cidadãos foram chegando.
Até que no meio da tarde se confirmou que uma pessoa ainda constava como desaparecida. Trata-se do jovem Brayan Grandi, de 20 anos, que até a noite de hoje ainda estava sendo procurado nas imediações. Qualquer informação ligar para o 190.
A informação foi dada pelo sargento do Corpo de Bombeiros de Torres, Jefferson França, que atua nas buscas no local. “A vazão está subindo. O trabalho de mergulho é muito minucioso”, revelou.
A estrutura
Segundo a Prefeitura de Torres, o fato se deu pelo excesso de pessoas que haviam nela. Bombeiros estimam que 50 pessoas estariam sobre a ponte durante o acidente. No local, há placas informativas sobre a capacidade máxima de 20 pessoas por vez. Ainda, de acordo com a Administração Municipal, a ponte passa por constante manutenção preventiva. A última delas foi realizada ainda na sexta-feira passada, dia 17.
Relato
Nossa reportagem conversou com a repórter Paula Borges que cobre o sinistro desde as primeiras horas. “Conversei com um rapaz que me relatou estar na ponte no momento do ocorrido. Ele me contou que não sabia nadar. Caiu na água e muitas pessoas, buscando sair da água, o bateram e arranharam muito. Me falou que não sabe como, mas foi parar mais para cima do rio, na ponte de concreto, onde passam os carros. Lá, ele conseguiu sair. Mas é uma história pavorosa e que mostra a agonia das pessoas diante da morte eminente”, colocou a repórter que continua acompanhando as buscas.
Efetivo
As buscas no rio, feitas pelo Corpo de Bombeiros, permanecerão durante a noite e a madrugada, segundo o comandante do 9º BBM, tenente-coronel Rodrigo Pierosan. Além do efetivo do 2º BPAT presente nos trabalhos, policiais militares do Comando Ambiental atuam em embarcações e do Batalhão de Aviação da Brigada Militar prestaram apoio aéreo durante o dia.











