Justiça Eleitoral promove ação na Alesc para atestar confiabilidade das urnas eletrônicas
Neste domingo (4), enquanto milhões de catarinenses comparecem às urnas para exercer o direito ao voto nas Eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) promove mais uma etapa de fiscalização do pleito: o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, de caráter público, tem como objetivo comprovar, na prática e em tempo real, que o voto digitado no teclado do equipamento é exatamente o mesmo que consta na apuração final.
Para o pleito de 2026 em Santa Catarina, o TRE-SC preparou 18.935 urnas eletrônicas. Esse contingente inclui tanto as urnas utilizadas nas 17.326 seções eleitorais do estado quanto os equipamentos mantidos para reserva técnica e contingência.
O processo de aferição teve início ainda na manhã de sábado (3), por meio de um sorteio também realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no qual 35 equipamentos foram selecionados. Destes, 25 foram instalados na Alesc. Outros dois foram destinados à Escola de Educação Básica Professor Henrique Stodieck, localizada em Florianópolis, para o teste de integridade com o uso da biometria. Os oito restantes permaneceram nas seções eleitorais de origem, nos municípios de Brusque, Campos Novos, Joinville, Herval D’Oeste, Ituporanga, Navegantes, Palmitos e São José, para a prova de autenticidade dos sistemas, realizada antes do início da votação.
Como funciona a auditoria
Na Assembleia Legislativa, o processo envolveu a inserção, nas urnas eletrônicas, dos dados referentes a uma eleição simulada, realizada ainda no dia anterior por servidores de órgãos como o Ministério Público de Santa Catarina, o Tribunal de Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, na qual foram utilizadas cédulas de papel e urnas de lona.
O objetivo, explica o desembargador eleitoral substituto do TRE-SC, Marcelo Volpato de Souza, é que, ao final da auditoria, seja obtido o mesmo resultado tanto na votação manual quanto na eletrônica, comprovando a confiabilidade do sistema.
“Dentro da série de etapas de auditoria das urnas que compõem o calendário da Justiça Eleitoral, esta é uma das etapas mais importantes porque demonstra efetivamente que o equipamento não possui nenhum tipo de voto previamente indicado. Então, quando se clica na tela e confirma, é este voto que é efetivamente computado. E isso fica demonstrado pelo comparativo entre o resultado da urna e aquele que decorre das cédulas de papel.”
Acompanhamento e transmissão pública
Todos os procedimentos adotados durante o processo são acompanhados pela Comissão de Auditoria de Funcionamento das Urnas e por representantes do Tribunal de Contas da União, havendo também transmissão em tempo real pelo canal do TRE-SC no YouTube.
Conforme o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva, o objetivo da ação é reforçar, perante a sociedade, a segurança e a auditabilidade do sistema eletrônico de votação.
“O que a Justiça Eleitoral quer dizer à sociedade, aos brasileiros de modo geral, é que temos um processo eletrônico de votação auditável, conferível e transparente em todas as suas etapas. Queremos transmitir segurança e também o orgulho que temos da nossa urna eletrônica, uma criação catarinense que completa 30 anos, e do nosso processo eletrônico de votação, que presta um importante serviço à democracia e ao país.”
Ainda de acordo com Silva, desde o ano de 2022 a Justiça Eleitoral catarinense vem realizando o teste de integridade das urnas na Assembleia Legislativa como uma forma de conferir ainda mais legitimidade aos processos adotados.
“Estar novamente aqui, na sede do Legislativo estadual, a casa do povo catarinense, onde atuam seus representantes, é muito significativo e importante para mostrar à sociedade que temos um processo eletrônico seguro e absolutamente confiável, no qual o que é registrado na urna reflete exatamente a vontade do eleitor.”









