“Melhor um cobertor quentinho, do que um aquecedor mau instalado”, alertou major do Corpo de Bombeiros sobre o uso de aquecedores mau ajustados
Com a chegada do frio medidas são adotadas para se aquecer. Com isso, o aumento de casos que devido o super aquecimento terminam em incêndio, vem preocupando a população. Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Atualidades, apresentado por Juliana Oliveira, o major do Corpo de Bombeiros em Araranguá, Jihorgenes Luciano Borges, falou sobre as precauções que o cidadão deve ter para evitar incêndios.
“Nesses dias mais frios normalmente a gente toma algumas medidas para se aquecer. Mediante a isso, algumas medidas podem nos colocar em perigo. No caso de aquecedores, indicamos sempre aqueles que tem o circuito fechado, os modelos a óleo, em que não vemos o elemento que aquece o óleo. Em outro ponto, temos aquecedores que são de lâmpadas, esses além de ficar com a lâmpada exposta não possuem seus sistemas fechados, o que pode causar risco”, alertou Borges.
A queima de oxigênio
“Os mais indicados são aqueles que possuem seus sistemas fechados a óleo, porque nesse modelo não temos nenhum contato com o produto que aquece, ele fica dentro do aparelho, ele não queima o oxigênio, só aquece. O problema dos que queimam o oxigênio, nós acabamos fechando o cômodo para melhor se aquecer, com essa queima acontecendo nesse ambiente, nós podemos ter uma hipóxia (Condição em que não chega oxigênio suficiente às células e tecidos do corpo). Com isso, desmaiamos e permanecemos no mesmo lugar, o que acaba gerando um grave problema a saúde”, explicou o major.
Caso da família catarinense
“Nós temos o caso de uma família catarinense que foi viajar para o Chile, chegando no local, a família resolveu usar um aquecedor mau regulado, com problemas na exaustão, a família acabou tendo um problema de envenenamento e veio a óbito. Isso ressalta o cuidado que precisamos ter com os aquecedores”, acrescentou Borges.
O disjuntor
“Com o frio, as pessoas começam a ligar o ar condicionado, aquecedor e com o uso excessivo, a chave do disjuntor começa a cair, a energia não sustenta. O disjuntor nada mais é do que um seguro, ele está lá para realmente desarmar quando chega a um limite máximo. Esse equipamento protege a fiação, porque a partir daquela temperatura o fio pode derreter e causar um curto. Quando acontece esse desarme é um sinal que o problema não é o disjuntor, mas sim o uso. O que indicamos caso queira trocar o equipamento, não é trocar ele, mas sim a fiação inteira. Melhor um cobertor quentinho, do que um aquecedor mau instalado”, explicou o major.
Lençol térmico
“No caso de lençol térmico, o princípio do funcionamento é a resistência. Com isso, precisamos saber onde estamos comprando o produto, se realmente é um material de boa qualidade. Além disso, quando for usar, orientamos a supervisão, não é para dormir a noite toda com ele, mas apenas usar para dar uma esquentada antes de dormir”, finalizou Borges.
Campanha do Agasalho
Além da orientação sobre os cuidados com os equipamentos de aquecimento durante o inverno, o Corpo de Bombeiros Militar está realizando a Campanha do Agasalho, ação que acontece nas próprias unidades e são destinadas a famílias carentes, entidades de assistência social e/ou entidades beneficentes do município.
Confira os pontos: Quarteis de Araranguá, Sombrio, Turvo e Passo de Torres.





