Geral Mesmo após recomendação do MPF, administração de Araranguá não vai tirar o deck

Mesmo após recomendação do MPF, administração de Araranguá não vai tirar o deck

18/11/2022 - 11h06

A polêmica recomendação do Ministério Público Federal solicitando a retirada de uma parte do deck que foi construído no Morro dos Conventos e a retirada de um dos acessos à praia segue repercutindo. O procurador geral do município de Araranguá, Daniel Menezes de Carvalho Rodrigues, afirmou que a prefeitura não tem a intenção de derrubar o deck. A decisão é também por orientação do prefeito Cesar Cesa, que mantém a disposição de recorrer caso venha alguma decisão em contrário.

“Não vamos demolir, de jeito nenhum. No máximo, se chegar uma liminar, alguma decisão, teremos que fazer alguma adequação em um dos braços e tem a questão mais pontual daquele deck na frente do bar do Zé. Entendo que não, porque aquilo ali é uma área consolidada. O deck vai permanecer, ele veio para ficar”, afirmou o procurador.

Ele ainda pregou respeito ao Ministério Público Federal, porém afirmou que a cidade não pode aceitar todas as recomendações. “A gente respeita muito o Ministério Público, mas a gente não tem medo do Ministério Público. Ele não pode chegar aqui e dizer que eu acho que tem que ter um braço assim ou não”, afirmou Rodrigues, que ainda reforçou que os políticos locais é que são os representantes da população. “O MP não decide como se faz a cidade. Ele não se elegeu, ele não é o representante da população. Os representantes são os vereadores, o prefeito e a comunidade, a sociedade civil organizada, os conselhos, os conselhos de bairro. São essas pessoas que têm que decidir. Se essas pessoas acham que tem que ter um equipamento público ali, o máximo que o MP pode fazer é uma recomendação e se ele entender que tem uma ilegalidade, entrar na justiça”, disse.

Porém, após o município responder a recomendação solicitando mais prazo para realizar um estudo técnico, o procurador afirmou que nenhuma nova medida foi adotada. “La do MP não veio a resposta do pedido. Estamos em contato com a Unesc para fazer um estudo, pra embasar ainda mais a nossa resposta. Eu estive lá e as dunas praticamente dobraram de tamanho, a vegetação está crescendo, nós temos fotos do antes e depois. Não existe nenhum argumento, mas nenhum, que possa fazer com que o município entenda que deva tirar o deck daquele local”, concluiu.