Geral “O Célia Belizária tem que ser da cidade”, afirma novo coordenador regional de Educação

“O Célia Belizária tem que ser da cidade”, afirma novo coordenador regional de Educação

13/02/2023 - 09h13

Após ser incendiado em 9 de setembro de 2022, o teatro Célia Belizária segue sem obras para a recuperação do espaço. De acordo Luiz Carlos Pessi, coordenador regional de Educação, já existe um projeto sendo elaborado para restaurar o local e também a quadra de esportes da escola. Porém, a questão da gestão do teatro deverá ser discutida após a obra. As informações foram repassadas durante entrevista a Saulo Machado, na Rádio Araranguá.

“Eu já conversei com o engenheiro Bruno, e já existe um projeto de reforma do Célia Belizário e da quadra de esportes ao lado. Nós não podemos deixar uma estrutura daquela, linda, e deixar assim jogado do jeito que está. Com certeza essa é uma das prioridades que nós vamos levar ao governo do Estado”, disse Pessi. Atualmente apenas a escola está em reforma e a execução do serviço está atrasada pela empreiteira.

Já com relação a gestão do teatro, o coordenador disse que o espaço precisa servir à cidade e toda a região. “O Célia Belizário tem que ser da cidade, aos eventos da cidade. A maneira como nós vamos administrar, nós vamos resolver mais pra frente. Agora, nós temos que priorizar em como está a situação e reformar ele totalmente”, afirmou.

Outras obras em andamento e escolas improvisadas

Além da reforma e ampliação da EEB Araranguá, também há obras na EEB Neusa Ostetto Cardoso, no bairro Polícia Rodoviária. Essas duas unidades estão em espaços improvisados durante a execução das obras. “Essa questão do local improvisado, eu já trabalhei na prefeitura há dois e nós tínhamos escola em local improvisado e eu sei o que o professor passa com uma escola em local improvisado. É um stress muito grande, uma carga emocional negativa muito grande e essas coisas têm que ser resolvidas o mais rápido possível”, disse.

Sobre o andamento da obra da EEB Araranguá, Pessi pontuou que o engenheiro responsável por fiscalizar a obra já está cobrando da empresa a pronta conclusão. “Colégio estadual é uma das obras que já era para ter sido entregue no ano passado. Eu estou sabendo do atraso nesta obra. Primeiramente nós vamos conversar com a empresa, para saber do por que desta demora, quantos funcionários estão trabalhando, já me disseram que tinha dois funcionários”, relatou o coordenador.

Objetivos na coordenadoria

Novo na coordenadoria, já que assumiu no final de janeiro, Luiz Carlos Pessi, disse que entre as suas metas de trabalho está combater a evasão escolar. “Uma das coisas que me preocupa muito é criança e adolescente fora da escola. Isso é uma das questões que me preocupa muito, então é uma das questões que eu quero trabalhar muito e quero saber sobre as crianças que estão fora da escola”, pontuou.

Outro ponto levantado foi o da aprendizagem. Segundo Pessi, durante a pandemi, as aulas remotas ou híbridas acabaram impactando no trabalho das escolas e o reflexo poderá ser grande no futuro das crianças. “Outra preocupação é o aprendizado dessas crianças, lá na base, porque o reflexo disso tudo vai ser daqui a 3 ou 4 anos, pra nós não chegarmos ao ponto de a gente ter crianças de sexto e sétimo ano sem saber ler e escrever”, concluiu.

Confira a entrevista completa: