Prefeito César afirma que Araranguá já alcançou 201 quilômetros de pavimentação e garante que não pretende deixar dívidas para a próxima gestão
Prefeito avaliou administração, destacou investimentos em infraestrutura e saúde e afirmou que município possui mais de R$ 280 milhões em crédito disponível, mas que não utilizou os recursos
Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, o prefeito de Araranguá, César Cesa, fez uma avaliação da administração municipal e destacou obras, investimentos em infraestrutura, saúde e equilíbrio financeiro. Segundo o prefeito, a gestão conseguiu avançar em projetos que estavam no papel e, ao mesmo tempo, manter as contas das obras em dia.
César Cesa afirmou estar satisfeito com os resultados alcançados até o momento e citou o crescimento do município e os investimentos realizados. “Estou extremamente satisfeito, conseguindo fazer muitas obras, conseguindo fazer muitas ideias tiradas do papel, colocando em prol da população, que tem dado um resultado que a gente espera”, afirmou.
Entre os números apresentados pelo prefeito está o avanço da pavimentação. Segundo ele, considerando as obras já concluídas e aquelas que estão em andamento, Araranguá chegou a aproximadamente 201 quilômetros de ruas pavimentadas.
“Para ter uma ideia, fizemos 201 quilômetros já, os que estão sendo feitos e o que já está pronto, atinge 201 quilômetros”, declarou.
O prefeito ressaltou que parte das obras foi viabilizada por meio de parcerias, emendas parlamentares e recursos dos governos estadual e federal. Para César Cesa, a capacidade de buscar recursos é fundamental para a administração pública.
“Acho que é isso, a sabedoria de um gestor público é tu estar à disposição para buscar recurso sendo ajudado quando você não consegue ajudar”, destacou.
Prefeitura sem financiamentos para as obras
Um dos principais pontos abordados durante a entrevista foi a situação financeira do município. César Cesa afirmou que as obras executadas pela administração não estão sendo financiadas e que a prefeitura possui um limite de crédito superior a R$ 280 milhões junto à Caixa Econômica Federal, mas optou por não utilizar os recursos.
“Nós temos um lastro na Caixa Econômica, você tem uma ideia? Acima de 280 milhões de reais à disposição. Se quiser pegar, pode pegar. Não pegamos nem um real”, afirmou.
O prefeito também defendeu uma gestão que não transfira dívidas para administrações futuras. “Tem que parar com isso de fazer uma gestão, faz obra, mas deixa a dívida para o outro pagar. Eu não quero deixar a dívida para ninguém pagar”, declarou.
Na sequência, reforçou: “Fez a obra, está paga. Fez, está paga, está resolvido”.
Segundo César, obras como o Calçadão, a Praça Central, a Praça da Cidade Alta e o Bom Pastor estão pagas ou em fase final de pagamento. “Não vou ficar devendo nem um real para ninguém e espero que outros que venham façam a mesma coisa”, afirmou.
Investimentos e imprevistos
Durante a entrevista, o prefeito também reconheceu que uma administração pública precisa lidar com situações que não estavam previstas inicialmente. Um dos exemplos citados foi a necessidade de intervenção na Rua Rui Barbosa.
Segundo ele, o trecho apresenta problemas no solo e deverá receber uma obra estimada em quase R$ 5 milhões. “Ela vai ficar oca embaixo em quase toda a extensão. Você vê que é uma obra que vai custar, num orçamento aí, quase 5 milhões de reais”, explicou.
A intervenção deverá envolver retirada do solo mole, colocação de pedras, gabiões, recuperação da área e posteriormente pavimentação e melhorias no entorno.
César Cesa afirmou que situações como essa acabam alterando o planejamento original, mas que fazem parte da rotina de uma administração. “Coisas que vão acontecendo fora daquilo que a gente imaginava, mas estamos aí”, resumiu.
Saúde também foi destaque
Na área da saúde, o prefeito destacou o aumento no número de exames realizados pela rede municipal e a reorganização dos serviços no complexo do Bom Pastor.
Segundo César Cesa, quando assumiu a administração, eram realizados aproximadamente três mil exames por mês. De acordo com ele, no ano passado a média chegou a 32 mil exames mensais. “Evoluímos muito, quero voltar a repetir aqui, quando nós chegamos lá era 3 mil exames por mês. O ano passado deu média de 32 mil exames por mês”, afirmou.
O prefeito também anunciou que o complexo do Bom Pastor deverá entrar em funcionamento, inicialmente, no dia 15 de novembro, concentrando diferentes serviços de saúde.
Segundo ele, o espaço contará com farmácia, tomógrafo, mamografia e fisioterapia, entre outros atendimentos. “Agora nós ampliamos, fizemos uma farmácia enorme, em 94 salas, com tomógrafo, que já é mais um outro serviço, mamografia, fisioterapia, tudo isso vai lá para dentro do Bom Pastor, agora funcionando direto”, explicou.
A proposta, segundo César, é facilitar o acesso da população aos serviços. “Quer dizer, vai ser concentrado ali, é melhor para o munícipe, que não precisa estar correndo”, disse.
O prefeito também descartou, neste momento, a criação de uma nova UPA para atender a demanda regional, argumentando que o município não teria condições financeiras para manter uma segunda unidade. “Agora, uma outra UPA é humanamente impossível, não temos recursos para isso”, afirmou.
César Cesa destacou ainda que o atendimento do município recebe pacientes de cidades vizinhas, aumentando a pressão sobre a estrutura de saúde.
Tomógrafo de última geração
Entre os investimentos anunciados está também a instalação de um novo tomógrafo no hospital. O prefeito atribuiu a conquista à articulação com o deputado federal Valdir Cobalchini.
“Por exemplo, nós vamos botar um tomógrafo zero aqui de última geração aqui no hospital, foi através do gabinete do deputado Volnei Weber”, afirmou durante a entrevista.
O prefeito também destacou a importância de manter diálogo com diferentes esferas políticas para garantir recursos para o município. “Abre-se as portas e busca aquilo que é de benefício”, declarou.
Ao avaliar sua gestão, César Cesa afirmou que pretende manter a estratégia de realizar investimentos sem comprometer financeiramente as próximas administrações.















