Presidente da Câmara do Arroio vai assumir prefeitura e Câmara de Araranguá se posiciona contra aterro sanitário no Fundo Grande
A Câmara de Vereadores do Balneário Arroio do Silva viveu na sessão desta terça-feira (13) uma cena lamentável, principalmente em se tratando de duas vereadoras. Ao subir à tribuna a vereadora Greyce Copetti, requentou um assunto, que parecia já superado. Voltou falar sobre seu pedido de providências em relação a uma fala do vereador Wandrei Barreto, que ela considerou ofensiva, por se tratar de uma mulher. O processo foi instaurado pelo presidente Pedro Eugenio Coelho, foram feitas duas sessões, a que ela não compareceu e o desfecho final foi de não culpa do vereador.
Mudou o foco
Mas na sessão desta terça (13), a vereadora mudou o foco de seu ataque, criticando duramente a vereadora Maria Alice Luciano, que foi relatora do caso. Disse com todas as letras que o que estava escrito não foi escrito por ela, que houve “Forças de fora”.
Reação
Logo a seguir, a vereadora Maria Alice foi à tribuna para afirmar o contrário, que inclusive disse a todos os vereadores que estavam presentes naquela sessão, que jamais tomaria qualquer atitude no sentido de prejudicar nenhum colega de plenário. Foi aí que Greyce Copetti acusou Alice de ter cassado a candidatura de Lei do Mar Azul como vice-prefeito de Evandro Scaini.
Lamentável
Na verdade, uma cena lamentável, que poderia ter sido evitada.
Presidente assume
Ainda sobre o Arroio do Silva, deu entrada na Câmara o pedido de afastamento do prefeito Jorge Freitas. Ele requisitou licença sem receber salário, do dia 30 de outubro a 06 de novembro. A justificativa é que ele vai tratar de assuntos pessoais. Como Jorge Freitas era vice de Evandro, ele não tem vice e quem assume é o presidente da Câmara de Vereadores Pedro Eugenio Coelho. Como deu entrada na sessão desta quarta, o pedido de afastamento do prefeito será votado na sessão da próxima terça-feira. O presidente destacou a importância de conduzir esse possível período à frente do Executivo com responsabilidade e respeito às atribuições institucionais. “Recebemos essa mensagem com responsabilidade e vamos seguir todos os trâmites legais previstos. Nosso compromisso é com o bom funcionamento das instituições e com a continuidade dos trabalhos em benefício da população de Balneário Arroio do Silva”, ressaltou o presidente.
Araranguá
Já na Câmara de Vereadores de Araranguá, o assunto principal foi o aterro sanitário. Com a presença de representantes do bairro Santa Catarina nas galerias, o presidente Paulinho Souza abriu espaço para que a comunidade se manifestasse. Coube a Orivaldo pereira, o conhecido Vavá, a missão de repudiar a obra do aterro sanitário no Fundo Grande. Mencionou a visita feita à tarde à sede do IMA em Criciúma, em que ficou claro que a licença só foi liberada porque algumas questões foram escondidas.
Lixão
O IMA não sabia que nas proximidades do local onde o aterro sanitário está sendo construído, já existiu um lixão a céu aberto, que causou muitos transtornos e prejuízos a comunidade do entorno. Disse que o representante do IMA deixou claro que a licença pode ser cassada, caso haja algumas comprovações que foram solicitadas.
Sabia
Orivaldo pereira também disse que a prefeitura de Araranguá sabia de tudo, tanto que recebeu do IMA um documento, onde a prefeitura menciona se tratar de uma área zona rural e, em princípio, não está em área de captação de água nem de alagamento. Mas o problema é que a o chorume pode contaminar até mesmo a Lagoa do Caverá, se chegar ao sangradouro e prejudicar a captação de água do SAMAE.
Posição
Vavá pediu uma posição da Câmara de Vereadores.
Manifestações
Vários vereadores se manifestaram, mas o vereador Samuca foi o mais cirúrgico ao explicar por que a empresa pediu licença para apenas 50 toneladas.
Proibir
Depois da fala de praticamente todos os vereadores se posicionando contra o aterro sanitário, que alguns preferiram chamar de lixão, o presidente Paulinho consultou os moradores e os vereadores e encaminhou a edição de uma lei proibindo Araranguá de receber lixão de outras cidades. Por fim, assumiu o compromisso de lutar até o fim para que o aterro sanitário não seja implantado.
Esclareceu
Recebi ontem do chefe de gabinete da prefeitura Sandrinho Ramos, o documento expedido pela prefeitura e mencionado na Câmara nesta quarta. Segundo consta, no documento, a prefeitura só está certificando que, pelo zoneamento, aquela área é rural e, a princípio, não está em área de captação de água nem de alagamento. Mas para de fato poder instalar e operar o aterro, a empresa ainda precisa conseguir o licenciamento ambiental no órgão competente, que em SC é o IMA. Autorização de aterro sanitário nunca viria do Setor de Planejamento Urbano com uma certidão simples assinada por Técnica de Meio Ambiente. Viria em forma de Licença Ambiental Prévia (LAP), de Instalação (LAI) e de Operação (LAO).
ACIVA 55 anos
A Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (ACIVA) completa 55 anos hoje. Fundada em 1971, a entidade construiu uma trajetória ligada à representação empresarial, à oferta de serviços aos associados e à mobilização em torno de demandas importantes para Araranguá e os municípios da região.
História
Sem dúvidas a ACIVA e seus ex-presidentes e diretorias fizeram história em Araranguá e região. Na manhã desta quarta-feira (14), tive o prazer de recordar várias lutas, conversando com os ex-presidentes Karoli Agardi e Beto Rizzotto, e com o atual presidente Jadiel Bozza.
Bandeiras
A implantação do Corpo de Bombeiros em Araranguá, a duplicação e o contorno da BR-101 e a instalação de um Hospital Regional, a BR-285, implantação do curso de medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no município, estão entre as bandeiras de luta empunhadas pela entidade.
Maturidade
Os 55 anos trazem a maturidade de uma entidade sintonizada com seu tempo e que merece o nosso aplauso e nosso reconhecimento.
Não houve vandalismo
Manifestação feita na noite desta terça-feira (13) em frente à igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens pelo PT e partidos de esquerda não teve vandalismo. Na manhã desta quarta-feira (14) recebi de dois ouvintes questionamentos a respeito e fui checar junto aos responsáveis pelo santuário. A resposta foi de que não houve ato de vandalismo, mas sim, uma manifestação, com palavras de ordem, as quais eu não concordo e certamente as pessoas que reclamaram também não.









