Geral Sindisaúde convoca trabalhadores da saúde para plebiscito que pode definir greve em hospitais e UPAs da região

Sindisaúde convoca trabalhadores da saúde para plebiscito que pode definir greve em hospitais e UPAs da região

19/05/2026 - 13h45

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Candido, participou na manhã desta terça-feira, 19,  do programa Dia a Dia, da Rádio Araranguá, e em entrevista ao jornalista Saulo Machado, falou sobre o impasse nas negociações salariais entre o sindicato e o Instituto Maria Schmitt (IMAS).

O sindicato convocou trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados do IMAS para assembleias que acontecem nos dias 20 e 21 de maio, às 7h, nas entradas de funcionários do Hospital Regional de Araranguá, Hospital Dom Joaquim de Sombrio, Hospital São Marcos de Nova Veneza e nas UPAs de Criciúma e Cocal do Sul.

Segundo Cleber, a categoria busca desde janeiro avanços nas negociações salariais, mas afirma que houve poucos progressos nas conversas com o IMAS e o sindicato patronal. “Levamos uma pauta de reivindicação de 10% de reajuste, R$ 50 no vale alimentação e hoje temos uma proposta final de 4% no reajuste e R$ 22 no vale alimentação”, afirmou.

De acordo com ele, a proposta já foi rejeitada duas vezes pela categoria e mantida pelo instituto. Diante disso, a última assembleia definiu indicativo de greve caso não houvesse mudança na proposta apresentada. O presidente do Sindisaúde explicou que o plebiscito desta semana servirá para ratificar ou não a decisão anterior da categoria. “Se ratificar pela paralisação, é dado o prazo legal de 72 horas para as empresas e depois pode iniciar a paralisação”, destacou.

Cleber ressaltou ainda que, mesmo em caso de greve, os serviços essenciais serão mantidos dentro dos limites previstos em lei, para evitar a paralisação total dos atendimentos na área da saúde. “É uma paralisação que a gente vem tentando evitar desde janeiro. Encaminhamos várias contrapropostas sem muito avanço”, disse.

O sindicato também argumenta que outras categorias da região vêm conquistando aumento real acima da inflação, enquanto os trabalhadores da saúde, segundo a entidade, tiveram nos últimos anos apenas reposição inflacionária.

“A gente entende que esse é o momento de buscar valorização maior do salário do trabalhador. Se não houver melhora agora, vamos ficar com o poder de compra ainda menor”, completou Cleber.