Um dos maiores vitoriosos da Arrancada de Caminhões vai homenagear a filha, que faleceu de câncer recentemente
No Balneário Arroio do Silva quase tudo pronto para o início da 31ª edição da Arrancada de Caminhões. O maior evento do gênero automobilístico no mundo, vai movimentar o município a partir dessa quinta-feira, 02, e segue até o próximo domingo, 05. A expectativa é receber mais de 200 mil pessoas.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa As Esportivas, o piloto Sérgio Carminatti, vencedor em várias edições do evento e o coordenador geral, José Pereira, falaram sobre os últimos ajustes.
“O evento tem mostrado sua grandeza a cada edição, trazendo pessoas de longe. Acredito que vamos superar o recorde de 2019, que era de 132 inscrições (pilotos)”, ressaltou José.
Categorias
“Nós temos cinco categorias tradicionais na prova. Estamos com os caminhões, toco e truck, até 560 CV, que são os caminhões semipesados, categoria voltada aos caminhões tradicionais. Além dessa, temos a categoria caminhões e cavalos mecânicos, toco e truck até 720 CV. Caminhões e cavalos mecânicos eletrônicos até 720 CV, exclusivo para caminhões que saem de fábrica todo eletrônicos. Temos também a categoria caminhões e cavalos mecânicos força livre e caminhões e cavalos mecânicos especial, que são os protótipos. Estamos com categorias que se aproximam da tradicionalidade dos caminhões até aquelas que vão para as modificações gerais do veículo”, explicou José.

Pistas
“Nós somos a grande referência em eventos de beira de praia. Não existe evento motor que não haja risco. Aperfeiçoamos muito a segurança das pistas. Hoje, nossa área de competição será de 250 metros total. Dependendo de onde estiver arrancando o caminhão. A pista contém 18 metros de distância do público, contando também, com uma defesa metálica durante todo o perímetro de competição e mais um banco de areia com 1,3 metros de altura, com 3 metros de profundidade”, ressaltou o coordenador.
Premiações
“Será aproximadamente R$ 46 mil em premiação e vamos ter troféus, como acontece tradicionalmente. Na categoria toco e truck, a premiação total será de R$ 5 mil, sendo R$ 2,5 mil para o primeiro colocado, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro colocado. Na categoria cavalo mecânico eletrônico, a premiação será de R$ 4 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para segundo e R$ 1,5 mil ao terceiro colocado. Na categoria cavalo mecânico, toco e truck até 720 CV, será de R$ 7 mil para o primeiro colocado, R$ 3,5 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro. Na categoria caminhão e cavalo mecânico força livre, será de R$ 7 mil para o primeiro colocado, R$ 3,5 mil ao segundo e R$ 2 mil ao terceiro. Já na categoria especial protótipo, a premiação será de R$ 4 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil ao segundo e R$ 1,5 mil para o terceiro colocado”, explicou José.

Piloto referência
Contando com 12 títulos e 25 pódios, Sérgio Carminatti falou sobre sua trajetória na Arrancada de Caminhões. “Quando a gente ultrapassa a linha de chegada, nem acredita. É muita emoção, não cai a fixa. Trabalhamos com isso, e amamos, temos óleo nas veias. O frio na barriga sempre vem”, explicou Sergio.
Dificuldades
“Teria que ter um local para treinar com caminhão. Há 8 anos dei uma rodada. Minha categoria é toco e truck, sempre fui nessa. Meus principais títulos foram nessa categoria, mas já ganhei em outras também. Faz muito tempo que estamos na Arrancada, e hoje posso dizer que a segurança aumentou muito no decorrer dos anos. Quanto mais perto a pista for da beira do mar, melhor, porque é mais firme, tem mais segurança”, ressaltou Sérgio.
Frações de segundos
De acordo com o piloto, a prova é decidida em segundos e qualquer erro na arrancada, pode ser crucial para a derrota acontecer. “O próprio nome já diz, arrancada. Qualquer erro que aconteça decide a prova. Antigamente, tínhamos provas de 1 km, então até dava para tentar recuperar, mas hoje com 250 metros, é questão de segundos”.

Maior incentivo
“Nesse ano, eu tinha decidido não correr, pela fatalidade que aconteceu com minha filha, Ângela, que faleceu em decorrência de um câncer. Ficamos na luta durante três anos. Como ela sempre me acompanhou desde nova, pensei e decidi fazer essa homenagem a ela, correndo. Não é o que eu queria, encerrar sem ela, gostaria de poder encerrar com ela. Mas esse ano eu encerro meu ciclo de corrida”, finalizou Sérgio.







