Geral Unesc com Elas realiza capacitação interna para aprimorar acolhimento a vítimas de violência de gênero

Unesc com Elas realiza capacitação interna para aprimorar acolhimento a vítimas de violência de gênero

12/09/2026 - 16h30

O Programa Unesc com Elas realizou nesta semana, uma capacitação interna voltada ao aprimoramento do acolhimento, das medidas de sigilo e dos procedimentos de acionamento em casos de violência de gênero no ambiente acadêmico. A formação foi conduzida pelo coordenador do programa, Zolnei Vargas de Córdova. 

“Capacitar a equipe não é apenas um ato técnico, mas um ato de responsabilidade institucional. O Pacto Nacional nos lembra que a prevenção da violência contra as mulheres exige ação intersetorial e permanente, e que cada atendimento pode ser o primeiro passo para que uma mulher rompa o ciclo da violência”, explica o coordenador. 

A capacitação tomou como referência as diretrizes do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, instituído pelo Decreto nº 11.640/2023 e coordenado pelo Ministério das Mulheres. 

O treinamento foi organizado em torno de três eixos: prevenção primária, voltada à mudança de atitudes e estereótipos de gênero; prevenção secundária, focada na intervenção precoce e na articulação com redes especializadas; e prevenção terciária, destinada a garantir o acesso das vítimas à justiça e aos seus direitos. 

“Este momento lembrou a todos que, antes de qualquer procedimento, há uma pessoa que precisa ser vista, ouvida e acreditada. O sigilo e a segurança são pilares do atendimento, valores que a Universidade comunitária precisa cultivar com ainda mais zelo”, evidencia a assistente social, Tamara Bellettini Munari. 

Durante o encontro, a equipe trabalhou com ferramentas como a Matriz de Vulnerabilidade Interseccional, o Radar de Sinais Visíveis e Invisíveis e o conceito do Iceberg da Violência, recursos que ampliam a capacidade de identificar situações de risco além das agressões explícitas. Também foram abordados o fluxograma de acionamento da rede de proteção e a Janela de 48 Horas, período crítico para a solicitação de medidas protetivas. 

“O fluxograma não pode ser tratado como um mero documento burocrático, mas sim como um mapa de ação em situações de alta complexidade. Saber exatamente qual caminho seguir, quem acionar e em que tempo faz toda a diferença para que a mulher se sinta genuinamente acolhida, e não apenas encaminhada”, destaca o professor e advogado do programa, Ismael de Córdova.