Urnas deixaram forte recado no 1º turno em nível nacional e no estado: o PL esmagou adversários
A eleição em primeiro turno nos mostrou claramente que a onda do Bolsonarismo, da direita e extrema direita foi a grande vencedora. O recorde em vitórias no primeiro turno, de candidatos de direita no Brasil, deixou claro também, com a formação do senado da república, onde a direita também tem ampla maioria.
Presidência
A eleição para a presidência da república, no primeiro turno, foi excelente para Flávio Bolsonaro, que conseguiu mais votos que seu pai na eleição passada e colocou uma vantagem considerável sobre Lula, mas não significa que a vitória pode ser considerada certa no segundo turno. Os dois candidatos terão que buscar nos eleitores que não compareceram às urnas. Flávio Bolsonaro para manter ou aumentar sua votação, e Lula para conseguir recuperar quase 3 milhões de votos da diferença para Flavio e avançar para ganhar a eleição.
Desfavorável
Lula, saiu do primeiro turno em desvantagem, não só na eleição para a presidência da república. Perdeu na ampla maioria dos estados, onde governadores de direita foram eleitos no primeiro turno, a teve também ampla derrota na eleição para o senado, onde a direita estabeleceu maioria. Assim terá dificuldades de governar, caso consiga reverter o quadro do primeiro turno numa reeleição. Vale ressaltar que nenhum candidato à presidência que perdeu o primeiro turno conseguiu vencer no segundo.
Rede social
Agora ficou claro porque a esquerda queria regular as redes sociais e o STF lutou o tempo todo, desmonetizando, prendendo e proibido muitas manifestações da direita. Os grandes campeões de votos, saíram das redes sociais, onde a esquerda não conseguiu lidar muito bem. Júlia Zanata é um exemplo disso, não só se elegeu, bem como elevou substancialmente a legenda levando consigo, um considerável número de federais do PL. Giovana Mondardo, seguiu o mesmo caminho de sucesso nas redes sociais, só que pela esquerda.
Saíram de cena
A sarrafada eleitoral da esquerda tirou de cena algumas figuras carimbadas, como José Dirceu, Marina, Simone Tebet, Hadad, Gleice Hoffman, presidente do partido, só para citar algumas entre outras tantas. Os partidos políticos que abriram espaço para candidatos como o Caneta Azul, a Menina da Bota, o Tiririca, entre outros, também não conseguiram chegar.
Foi bem
Já em Santa Catarina, Gelson Merísio conseguiu fazer uma boa eleição. Para quem encontrou dificuldades em convencer o PT aderir ao projeto da esquerda, ele conseguiu chegar em segundo lugar, mesmo que distante de Jorginho Mello, ficando à frente de João Rodrigues, que foi a grande decepção da eleição estadual.
O melhor
Sem sombra de dúvidas, Jorginho Mello extrapolou tudo o que se poderia imaginar em termos de resultado das eleições para o governo do estado. Ele simplesmente esmagou seus opositores, não tomando conhecimento deles. Quando ele precisou abrir espaço para Carlos Bolsonaro ser candidato ao senado, rifou nada menos do que Esperidião Amim, catarinense da gema e ainda levou MDB, PP e União Brasil que estavam no governo a ir para a oposição, reunindo vários ex-governadores. O quadro parecia difícil, mas ele sabia o que estava fazendo, apostou que tais partidos não sairiam inteiros e projetou uma vitória avassaladora.
Senado, Câmara e ALESC
O resultado das urnas, deixou claro que sua estratégia deu mais do que certo. Basta observar a bancada que fez na ALESC, os dois senadores eleitos e ainda uma grande representatividade do estado na Câmara Federal.
Abre espaço
O espaço que o governador não teve com o governo federal, pode se abrir de uma forma incalculável, se Flavio Bolsonaro ganhar o segundo turno da eleição. Ele trouxe para o estado um filho de Bolsonaro e o fez senador da república, o outro filho do Bolsonaro se elegeu deputado federal. Assim fica claro que a abertura no governo federal para resolver os problemas de Santa Catarina será ideal.
AMESC
Em relação a AMESC, perdemos uma vaga na ALESC, uma vez que Evandro Scaini não conseguiu se eleger para substituir José Milton Scheffer, mas ganhamos José Milton como deputado Federal. Mas se levarmos em consideração que o delegado Ulisses é natural de Turvo, mesmo tendo sua base eleitoral em outra região, ele pode sim, ser considerado nosso representante. A reeleição de Tiago Zilli, manteve uma cadeira na ALESC. Ainda tivemos as eleições de Júlio Garcia, federal e Rodrigo Minoto estadual, além de outros deputados federais que se elegeram por Criciúma, mas que tiveram excelente desempenho em nossa região. O Sul se fortaleceu, a AMESC, praticamente se manteve e até avançou com um federal.
Ponto destoante
Mas o ponto destoante da eleição foram as agressões vindas das redes sociais da esquerda e da direita. O resultado do primeiro turno, mostrou aqueles que foram agressores de opositores nas redes sociais, que queriam saber quantos burros ou comunistas, entre outros adjetivos pejorativos atribuídos a quem vota na esquerda, especificamente no Lula, pudessem saber que eles representaram o primeiro turno 45,16%, 53. 879.538. Já para aqueles que queriam saber quanto idiotas, imbecis, doentes, entre outros termos usados para definir quem vota na direita, especificamente em Flavio Bolsonaro, a resposta foi dada nas urnas. São 47,03%, o que resulta em 56.104.503 eleitores.
Nada a ver
A verdade, não são idiotas, imbecis, não são burros e não comem capim. Nos dois lados, existem pessoas convencidas que seu candidato é o melhor para o País. No entanto, é preciso aprender, que adversário político, não é inimigo, e respeito, cabe em qualquer lugar, e isso vale tanto para direita, quanto para a esquerda. Será que no segundo turno vão continuar querendo saber sobre burros, idiotas e imbecis, ou doentes, ou vão aprender que pensar diferente é a democracia na sua essência?









