Geral Realidade aumentada: tecnologia desenvolvida em Araranguá conquista o Brasil

Realidade aumentada: tecnologia desenvolvida em Araranguá conquista o Brasil

16/08/2023 - 16h16

Graças a alunos de Araranguá, a educação em Santa Catarina e em vários outros Estados do Brasil, vem caminhando a passos largos, trabalhando com a tecnologia. O planejamento começou em 2018, quando o laboratório LabTeC da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Araranguá, começou a desenvolver a RA Plataforma, um projeto que tem o objetivo de implantar a realidade aumentada na rede pública de ensino. Após cinco anos de desenvolvimento, o que antes era apenas um projeto se tornou um programa nacional, que já teve adesão, inclusive, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, a professora da UFSC, Eliane Pozzebon, falou mais sobre o programa. “A realidade aumentada é a projeção de um objeto virtual no mundo real. Um exemplo na prática seria pegar um neurônio virtual e conseguir visualizar no ambiente real. Essa prática facilita o ensino, porque existe muita coisa que é abstrata e não conseguimos tocar. Com a tecnologia conseguiremos levar para a sala de aula, onde o aluno poderá interagir”.

A professora relata o início do projeto, que começou em um laboratório de Araranguá e atingiu o Brasil todo. “É um projeto interdisciplinar, onde trabalham aproximadamente 50 pessoas. Seu início foi em 2018, com a iniciativa do professor Marino, que trouxe alguns materiais para realizar oficinas. Com isso, percebemos o interesse que os alunos tinham nesses materiais, do fato de ser atrativo e interativo. A partir daí, começamos a produzir os próprios materiais de ensino. A primeira iniciativa foi na área da saúde, que é um assunto mais difícil do professor explicar para o aluno. A proposta era um material do 5º ao 8º ano”.

União de conhecimento

“Como nós somos da área da computação, precisávamos de alguém que tivesse especialidade na área. Com isso, firmamos uma parceria com os professores de medicina da UFSC Araranguá junto à uma equipe conteudista (profissionais responsáveis pela composição de conteúdo para uma finalidade específica) e um grupo de professores da região Amesc. A partir daí iniciou a criação do que seria ensinado. Na sequência, o material foi passando para outras equipes para dar vida a realidade aumentada. Desenvolvemos o Zappar, aplicativo para ser utilizado tanto pelo professor, quanto pelo aluno dentro da sala de aula. O app é gratuito e pode ser baixado no celular, computador ou tablet. O projeto começou com uma emenda parlamentar e a partir disso, acabou chamando atenção do Ministério da Ciência e Tecnologia. Saiu de projeto e foi para um programa nacional. Hoje ele é incorporado como programa nacional, onde o Ministério patrocina a equipe para desenvolver. Foi muito bom para nós. Do laboratório de Araranguá para o Brasil”, acrescentou Eliane.

O kit de ensino proposto pelo departamento incluí cartas de interação virtual, livros didáticos e adesivos, onde o aluno escaneia com o celular o QR Code e é direcionado ao conteúdo de realidade aumentada. “Nosso material é um recurso aberto e gratuito, que a Universidade fez em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia. Hoje nós estamos com quase 200 artefatos de realidade aumentada”. 

Para Eliane, a forma mais barata para inserir esse tipo de conteúdo no ensino, é a realidade aumentada. “É o meio mais barato para chegarmos a uma tecnologia de ponta nas escolas. No caso da realidade mista, exigiria óculos e outros apetrechos que custariam mais caro e com isso, menos pessoas poderiam utilizar. Com essa tecnologia, o professor pega o QR Code e coloca no projetor e pronto, toda sala de aula é beneficiada. Existe inúmeras formas de utilizar”.

Sobre o lançamento do curso, em que disponibiliza aos professores o material, a professora ressalta. “Inicialmente temos 1 mil vagas para os professores de ensino fundamental e médio. O curso é totalmente gratuito e quando o professor for se inscrever, poderá escolher a área que deseja fazer. Se ele fizer o curso até o final, recebe o kit no final. Nossa prioridade é para escolas públicas. Além disso, se o professor não conseguir o kit, poderá acessar nosso site de forma gratuita e utilizar todo o material de forma online”.

Para os professores realizarem a inscrição, é bem simples. Basta acessar o site, clicar em inscrição, onde será encaminhado a plataforma RA, em que o educador fará o registro na plataforma. Após isso, clicará em cursos, onde preencherá o formulário de cursos e com isso, receberá um e-mail, dizendo que o professor estará aguardando a inscrição. O prazo de inscrições será até o dia 11 de setembro. O resultado dos professores selecionados será publicado no dia 20 de outubro.

Conheça um pouco mais o projeto:

Como baixar o app: