Rede estadual: “Nós temos 1.040 escolas e, deste total, 73% não têm climatizadores adequados”, alerta deputada Carminatti
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o atual verão foi o segundo mais quente do Brasil, desde que as temperas começaram a ser medidas em 1961. Passadas as férias, com o retorno às aulas, a preocupação com as temperaturas aumentou ainda mais.
E entrevista ao programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado, na rádio Araranguá, a deputada estadual Luciane Carminatti, que também é presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alesc, afirmou que uma solução vem sendo cobrada pelo legislativo estadual.
“Todos estamos acompanhando a elevação das temperaturas, esse é um fenômeno mundial. Era para atingir este patamar em 2030, mas já estão sendo registradas agora. E como que fica uma escola? Se imaginarmos que em uma sala de aula temos de 30 a 40 alunos. E neste ambiente que eles precisam se concentrar, que os professores têm 40 a 60 horas, você não tem condições adequadas, devido as altas temperaturas, isso com certeza acaba prejudicando a aprendizagem dos alunos. Eu quero dizer que nós já estamos tratando disso há muito tempo. Não é um problema deste governo é verdade. Ele anunciou (governador) que estava firmando um temo de cooperação técnica entre Acafe, secretaria estadual de Educação e Celesc, justamente para que se resolvessem os problemas herdados dos governos anteriores em relação a falta de equipamentos, de climatizadores adequados a serem utilizados”.
Caminatti diz que um planejamento mais detalhado precisa ser feito.
“A situação é a seguinte: nós temos 1040 escolas, e deste total, 73% não têm climatizadores adequados. Têm escolas que está lá instalado na parede, mas se ligar só consegue manter ligado 15 minutos já que cai toda a rede de energia, que é velha, arcaica, não foi trocada e não comporta estes equipamentos. Eu cobrei no início de fevereiro em uma audiência com a secretaria de Educação, qual seria o resultado deste anúncio lá de 2023, que para minha surpresa não foi efetivado. Então veja bem, se passou dois anos e agora a secretaria de Educação diz que contratou dois engenheiros elétricos. Se fizermos um cálculo: 400 escolas este ano e 400 no ano que vem, para atender toda a demanda. Significa no mínimo 40 escolas por mês que precisariam ter projeto e a instalação dos climatizadores. Bom, se em dois anos a gente não conseguiu instalar 5 por mês, nós vamos conseguir 40? Então é uma situação muito grave”.
A deputada ainda adiantou que um encontro será marcado para buscar soluções. “Nós aprovamos um requerimento, de minha autoria, por unanimidade, subscrito inclusive por outros deputados, para que a gente realize, não é uma audiência pública, já que não tem mais o que ouvir, e sim uma reunião de trabalho. Nós queremos saber como isso, efetivamente, vai sair do papel. Não adianta dizer que vão fazer a instalação em 400 escolas este ano, precisamos saber: com que estrutura, com que quadro de engenheiros, com quais recursos e como vai se dar na prática mês a mês”, concluiu a parlamentar.
Acompanhe a entrevista na íntegra:









