Ação do GAECO resulta em nota oficial da prefeitura de Araranguá, confira as dificuldades em desatar o nó das eleições em SC, balsa pode parar por quase dois anos durante a construção da quarta ponte e Lali confirma candidatura a deputado estadual pelo PT
Uma investigação e cumprimento de busca e apreensão pelo GAECO, do Ministério Público de Santa Catarina em apoio à investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, que deflagrou a operação “Control C – Fase II”, sacudiu Araranguá na última sexta-feira. A investigação de uma suposta organização criminosa voltada à prática de delitos contra a administração pública e fraudes em licitações, foi o alvo.
Nada a ver
Ante a boataria que se espalhou nas redes sociais, a administração municipal emitiu nota oficial onde afirma que a prefeitura não está sendo investigada. Segundo a nota, Araranguá é citada, entre outros municípios, devido as buscas feitas no município à empresas e pessoas físicas, não a prefeitura.
PSD e MDB
O presidente do PSD de Araranguá Cristiano da Silva Costa, o Tano, está convencido de que o MDB acabará sendo atraído para uma coligação com o PSD. Em nível nacional PSD e MDB já estão bem aproximados, com o MDB se afastando do governo federal. Para Tano, pelo que ouviu, mesmo que o pré-candidato do PSD ao governo do Estado, João Rodrigues, tenha afirmado não querer o MDB, deve haver reversão no quadro.
PSD, MDB e PP
Na verdade, a construção da coligação seria PSD, MDB e PP, leia-se, federação, que une PP e União Brasil. O PP deve definir esta semana sua situação. O partido já deixou claro que se o senador Esperidião Amin não estiver na chapa ao senado, o caminho será apoiar a candidatura de João Rodrigues.
O Nó da eleição
Na verdade, o presidente estadual do PL, Valdemar da Costa Neto e o ex-presidente Bolsonaro, deram um nó na eleição aqui no Estado. Pelo quadro atual, está difícil para Jorginho Mello acomodar as melancias na carroça devido a duas posições. Valdemar da Costa Neto, já disse a Carol De Toni, que ela não será candidata ao senado pelo PL e que a segunda vaga seria de Esperidião Amin, devido a acordo com a federação, PP e União Brasil. O ex-presidente Bolsonaro, impôs a candidatura de seu filho ao senado por Santa Catarina e o nó eleitoral ficou firme. Jorginho, já havia se comprometido com Carol que ela seria candidata ao senado com Carlos Bolsonaro, mas a menos que desobedeça a cabeça do PL, não conseguirá. Valdemar da Costa Neto teria afirmado a Carol De Toni, que poderia até intervir aqui no Estado, caso a aliança formatada em Brasília não seja respeitada.
Fritura
Para evitar uma possível fritura, esperar para ver a decisão final, Carol já decidiu que deixa o PL e deve ingressar no Avante ou Republicanos. Ela afirma ter recebido diversos convites. Sobre a possibilidade de ir para o MDB ou PSD e apoiar João Rodrigues, disse que prefere ficar num partido que esteja com Jorginho Melo, uma vez que coloca a culpa sobre não ter espaço na chapa ao senado a Valdemar, não a Jorginho.
Solução para o lixo
Ultimamente o debate sobre o lixo jogado em logradouros públicos em Araranguá, tem sido frequente nas manhãs da Rádio Araranguá. Mas, entre a indignação da maioria, existem os que defendem que o município, encontre um local para que as pessoas possam depositar restos de construção, podas de árvores, sofás e outros bens inservíveis. No ecoponto, apenas os eletrônicos podem ser descartados. A solução poderia vir de antigas jazidas de areia. Em alguns locais, onde extrações foram feitas, crateras se formaram, e poderiam receber todo este material. Claro que caberia ao município conseguir licenças ambientais e encaminhamentos formais, inclusive em relação aos proprietários destes locais.
Lali Pré-candidato
O ex-prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, o Lali, se lançou de forma oficial como pré-candidato a deputados estadual pelo PT. Ele, que já concorreu nas últimas eleições municiais à prefeitura de Criciúma pelo PT, agora, num encontro com mineiros e sindicalistas da região carbonífera, confirmou sua candidatura. Ao que parece, Lali, quer tentar fazer ressurgir um movimento de apoio sindical, que já elegeu José Paulo Serafim, deputado estadual.
Dois anos sem balsa?
Durante as discussões sobre a obra da quarta ponte em Araranguá, esquecemos de indagar sobre a travessia do rio Araranguá que é feita pela balsa. Neste final de semana longas filas se formaram nos dois lados, porque estamos em plena temporada de verão. Mas com a obra da ponte, o que acontecerá? Vamos ficar praticamente dois anos sem qualquer travessia? E como ficam as famílias que residem do outro lado do rio Araranguá? Por dois anos terão que fazer a volta por Maracajá e ainda por cima pagar pedágio?
Alertou
Tais questionamentos apareceram de forma cristalina durante entrevista do vice-prefeito de Araranguá à Rádio Araranguá. Cristiano da Silva Costa, o Tano, alertou que a ponte será construída exatamente no trecho hoje percorrido pela balsa. O problema é que com a obra em curso, e como pilares serão colocados no rio, certamente a balsa não poderá continuar seu trabalho durante a execução da obra. Para que a travessia possa ter continuidade, haveria a necessidade de construir dois novos atracadouros nas duas margens do rio, o que não foi feito. Também haveria a situação de licença ambiental e liberação pela Marinha, além do que, teria que ser num local onde exista acesso, como estrada, por exemplo.
Balsa à disposição
Tano chegou a defender que a administração municipal ofereça a balsa a empresa que vai licitar a obra, como forma de baratear os custos, uma vez que haverá considerável despesa com equipamentos náuticos. O problema, é que nas duas situações, o impedimento da travessia durante a obra, porque não temos outro local com atracadouro, ou por ceder a balsa a empresa para a realização da obra, ficaríamos praticamente dois anos sem a travessia.
Sacrifício
Claro que não existe nenhuma decisão da administração em relação a colocar a balsa à disposição da empresa que vai tocar a obra, mas a situação de que os atuais atracadouros não vão poder ser utilizados durante a obra, é a realidade. Também se pode entender que, devido a importância da obra, e o que ela vai proporcionar a todos, principalmente que reside do outro lado do rio, poderia valer a pena o sacrifício. O problema é que o assunto, salvo melhor juízo passou batido e ninguém perguntou a esses cidadãos, se eles concordam em dar a volta por Maracajá por praticamente dois anos. No mundo ideal, haveria a construção de atracadouros em outro local, mantendo a travessia e a obra da ponte em andamento. A dúvida, é se ainda existe tempo.







