Geral Caminhada pede fim da violência contra mulheres em Araranguá neste sábado

Caminhada pede fim da violência contra mulheres em Araranguá neste sábado

16/04/2026 - 17h04

Araranguá será palco de um ato de união, conscientização e resistência neste sábado, dia 18. O Coletivo de Mulheres pela Paz promove uma caminhada pacífica a partir das 8h30, com saída em frente à DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso), seguindo até a casa de Jadna, mulher que sofreu um atentado na última quarta-feira, quando foi vítima de 10 facadas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

A mobilização surge como um grito coletivo contra a violência sofrida por mulheres e busca chamar a atenção da comunidade para uma realidade que, muitas vezes, acontece de forma silenciosa, mas com consequências profundas.

Homens e mulheres estão convidados a participar do ato, que reforça a importância da união de toda a sociedade no enfrentamento à violência de gênero.

“É uma luta pacífica e coletiva. A violência tem muitas nuances, seja um grito em ambiente público, dentro de casa, ou até mesmo nas formas financeira, moral e psicológica. Isso não pode acontecer. É necessário educar os nossos jovens, especialmente os meninos, para que possamos construir um futuro sem violência”, destaca uma das organizadoras, Alesandra Bez Birolo.

A legislação brasileira reconhece cinco principais formas de violência contra a mulher: a violência física, que envolve agressões ao corpo; a psicológica, caracterizada por ameaças, humilhações e controle emocional; a moral, quando há calúnia, difamação ou injúria; a sexual, que inclui qualquer ato sem consentimento; e a violência patrimonial, relacionada ao controle ou destruição de bens e recursos financeiros da vítima.

A caminhada deste sábado pretende ir além do ato simbólico. É um chamado à reflexão, à empatia e à ação. Um lembrete de que a violência contra a mulher não deve ser tolerada em nenhuma de suas formas e que o enfrentamento começa com a conscientização de todos.