De Turvo para o Brasil: a trajetória de um visionário da tecnologia catarinense
Poucas empresas catarinenses conseguiram transformar a gestão pública brasileira de forma tão significativa quanto a Betha Sistemas. Por trás dessa história de sucesso está o empresário Cesar Smielevski, profissional que acompanha a evolução da tecnologia há mais de quatro décadas.
Filho de pais turvenses, Cesar estudou no Colégio Servos de Maria e mais tarde mudou-se para Florianópolis, onde cursou Ciência da Computação, formando-se em 1983. Ainda no início da carreira, trabalhou na antiga Telesc, operando equipamentos que, segundo ele, possuíam capacidade de processamento muito inferior à de um simples celular dos dias atuais.
A história da Betha começou em 1985, quando Cesar atuava na Carbonífera Metropolitana, em Criciúma e conheceu Cláudio Balsini.
“Nos tornamos amigos e em seguida sócios. Abrimos uma empresa onde ele cuidava da parte administrativa e eu do desenvolvimento e da área comercial. A partir daí a empresa começou a crescer”, recordou.
Quatro décadas depois, a Betha se consolidou como uma das principais empresas de tecnologia voltadas à gestão pública do Brasil. Atualmente, a companhia oferece soluções completas para prefeituras, contemplando áreas como tributação, contabilidade, recursos humanos, finanças e administração pública.
Para Cesar, um dos segredos da longevidade empresarial está na sucessão. Há mais de dez anos, os fundadores deixaram a gestão executiva para atuar em um conselho de administração, apostando na renovação de lideranças e na profissionalização da empresa.
“A maioria dos empresários fica arrepiada quando se fala em sucessão. Mas eu acredito que a perpetuação do negócio está justamente neste ponto e também no sangue novo”, afirmou.
O empresário também acompanha de perto as transformações provocadas pela inteligência artificial.
“Com a chegada da inteligência artificial, que está apenas no início, daqui a dez anos a realidade será diferente em tudo. A IA entra em qualquer ramo de atividade”, ressaltou.
Visão estratégica
De acordo com ele é preciso ficar alerta para a necessidade de pesquisa constante e atualização permanente, especialmente para empresas de software, que precisam acompanhar a rápida evolução das ferramentas tecnológicas.
Combate à violência contra a mulher
Além da atuação empresarial, Cesar dedica parte de seu tempo ao associativismo. Atualmente é segundo vice-presidente da FACISC e tem participado de iniciativas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Cesar ajudou a desenvolver o projeto “Aqui Não”, que busca mobilizar o setor empresarial catarinense na conscientização e combate a esse problema social.
“A FACISC hoje tem 149 associações empresariais, são mais de 51 mil empresas associadas e a nossa mensagem chega a 2,5 milhões de pessoas. Então vi que tínhamos muitas condições de trabalhar forte nessa questão da violência contra as mulheres. Aí surgiu o projeto Aqui Não e estou apresentando nas principais associações empresariais, pois temos que ter esse papel social”.
Confira a entrevista completa:











