Jairo Fortunato apresenta propostas para fiscalização, tecnologia e segurança durante entrevista na Rádio Araranguá
Dando sequência à série de entrevistas com candidatos nas Eleições 2026, o apresentador Lucas Casagrande recebeu, na manhã desta quarta-feira, dia 23, na Rádio Araranguá, o candidato a deputado estadual pelo Partido Missão, Jairo Fortunato.
Morador de Criciúma, formado em Administração Pública em Florianópolis e com trajetória profissional ligada ao setor privado, Fortunato falou sobre sua entrada na política, o trabalho desenvolvido nas redes sociais e as propostas que pretende levar para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Trajetória e entrada na política
Jairo Fortunato contou que cresceu em um comércio familiar e que não possui familiares com trajetória política. Segundo ele, o interesse pela política aumentou a partir de acontecimentos como o impeachment da então presidente Dilma Rousseff e a eleição de Donald Trump, em 2016.
“Em 2016, eu tinha 17 anos. Hoje eu tenho 27. A eleição do Trump internacionalmente e o impeachment da Dilma aqui marcaram muito a nossa geração. A gente foi despertado para a política”, relatou.
O candidato afirmou que acompanhou movimentos políticos pelas redes sociais e que, em 2023, passou a participar diretamente do Movimento Brasil Livre (MBL). Em 2025, segundo ele, surgiu a proposta para que fosse construído um nome do Partido Missão para disputar uma vaga de deputado estadual na região Sul.
“Eu comecei a postar vídeo, comecei a incomodar os políticos, a gente foi crescendo. E hoje a gente está bem forte, bem posicionado dentro do partido”, afirmou.
Redes sociais como instrumento de fiscalização
Antes mesmo de disputar uma eleição, Fortunato disse que já utilizava as redes sociais para denunciar problemas identificados por moradores.
Ele citou como exemplo situações envolvendo terrenos baldios e problemas urbanos em Criciúma. Segundo o candidato, após a publicação de vídeos, alguns problemas eram solucionados pelo poder público.
“Mesmo sem mandato, a gente já consegue, por causa das redes sociais, fazer diferença”, declarou.
Para Fortunato, a fiscalização do poder público deve ser uma das principais funções de um parlamentar.
Tecnologia e transparência
Uma das principais bandeiras apresentadas durante a entrevista foi a utilização de tecnologia para ampliar a transparência dos governos e facilitar o acompanhamento dos gastos públicos.
O candidato citou uma proposta que, segundo ele, foi protocolada em conjunto com o vereador Matheus Batista, de Joinville, envolvendo a utilização de uma API para disponibilizar dados públicos de maneira mais acessível. “Aumentar a transparência facilita a fiscalização e isso diminui a corrupção”, afirmou.
Segundo Fortunato, a ideia é permitir que dados como salários de servidores, gastos públicos e contratos possam ser consultados de maneira mais simples, inclusive por meio de ferramentas tecnológicas.
“Em vez de você ficar 30 minutos, uma hora procurando o salário do comissionado, você pode só jogar ali no ChatGPT, com um código que o próprio poder público te disponibiliza, e dizer assim: qual o salário de tal pessoa? Quanto que foi gasto com a empresa de rua no mês tal? E isso buscar imediatamente”, explicou.
O candidato afirmou ainda que pretende levar iniciativas semelhantes para Criciúma e Araranguá.
Tecnologia aplicada à segurança pública
Outra área citada por Fortunato foi a segurança pública.
Ele defendeu o uso de sistemas de monitoramento com inteligência artificial, incluindo tecnologias capazes de identificar placas de veículos e realizar reconhecimento facial. “A gente precisa operacionalizar tecnologia de ponta, com drones, com reconhecimento de face e diversas outras ideias”, disse.
Segundo o candidato, sistemas desse tipo poderiam auxiliar na identificação de veículos envolvidos em ocorrências e na análise das imagens produzidas pelas câmeras de monitoramento.
Atuação de um deputado estadual
Questionado sobre quais propostas poderia efetivamente executar caso seja eleito, Fortunato ressaltou que existem limitações nas atribuições de um deputado estadual.
Ele afirmou que pretende concentrar parte do mandato na fiscalização de contratos e na análise de dados públicos.
Como exemplo, citou obras de prevenção a enchentes e contratos de dragagem. “Eu, como deputado estadual, posso pegar os contratos de dragagem, ver se eles estão fazendo direito”, afirmou.
Para o candidato, a tecnologia pode ampliar a capacidade de fiscalização da Assembleia Legislativa. “Esse trabalho de fiscalização é uma coisa que a gente consegue fazer”, declarou.
Fortunato também defendeu uma maior descentralização administrativa, com mais decisões sendo tomadas pelos próprios municípios e estados. “Araranguá toma as decisões por Araranguá. Não é assim, é Brasília que decide tudo”, afirmou.
Representatividade regional e destinação de emendas
Ao falar sobre a representação política do Extremo Sul catarinense, Fortunato afirmou que pretende utilizar critérios objetivos para definir a destinação de recursos públicos.
Ele defendeu que projetos sejam analisados de acordo com resultados e indicadores, em vez de serem escolhidos apenas por critérios políticos. “Eu não vou fazer a emenda para ganhar voto, para ficar bem na foto. Eu vou fazer a emenda para resolver um problema real”, declarou.
Segundo o candidato, a proposta do Partido Missão é dar publicidade à aplicação dos recursos e permitir que a população acompanhe a destinação das emendas. “Os recursos que eu me comprometo a trazer para a nossa região Sul vão ser todos transparentes e as pessoas vão poder avaliar e dizer se isso está sendo bom ou não”, afirmou.
Fortunato também defendeu que instituições e projetos concorram com base nos resultados apresentados para definir a prioridade na destinação de recursos.
Expectativas do Partido Missão para as eleições
Durante a entrevista, Jairo Fortunato também falou sobre as expectativas do Partido Missão para as Eleições 2026 em Santa Catarina.
Ele afirmou que a legenda trabalha com a possibilidade de eleger representantes para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa. “Estamos na expectativa de criar um federal e dois estaduais”, afirmou.
A declaração representa uma expectativa apresentada pelo próprio candidato e pelo partido, sem constituir resultado eleitoral.
Fortunato também destacou a participação de candidatos jovens na legenda e afirmou que considera sua idade um diferencial na campanha. “Eu sou o deputado estadual mais jovem da região Sul, 27 anos”, declarou.
Discurso do partido e segurança
O candidato também comentou o estilo de comunicação adotado pelo Partido Missão e reconheceu que o tom mais contundente utilizado por algumas lideranças da legenda pode provocar reações diferentes entre os eleitores.
Segundo Fortunato, a estratégia é manter coerência com as posições defendidas pelo partido. “Não adianta a gente fingir uma coisa que não é para ganhar votos de pessoas que não acreditam no que a gente acredita”, afirmou.
Na área de segurança, ele defendeu uma postura mais rigorosa contra organizações criminosas e citou propostas apresentadas pelo partido relacionadas ao combate ao crime organizado.
Durante a entrevista, Fortunato também fez afirmações sobre criminalidade, imigração e atuação de governos. Essas declarações foram apresentadas como avaliações e posições políticas do candidato.
Considerações finais
No encerramento da entrevista, Jairo Fortunato divulgou suas redes sociais e afirmou que disponibiliza documentos relacionados a investigações e denúncias que, segundo ele, envolvem Araranguá.
“Me manda uma mensagem, eu tenho um documento gigante de vários casos de investigações de Araranguá. Esse PDF eu envio para o WhatsApp de vocês. Vocês vão conhecer como a gente usa a tecnologia para acabar com a corrupção”, afirmou.
Como funcionam as entrevistas da Rádio Araranguá
A entrevista com Jairo Fortunato integra a série de entrevistas da Rádio Araranguá com candidatos nas Eleições 2026. A emissora estabeleceu critérios objetivos, previamente definidos e aplicados de maneira uniforme aos candidatos que disputam o mesmo cargo.
As entrevistas são realizadas de segunda a sexta-feira, entre 8h e 12h, com 20 minutos de duração, no estúdio da Rádio Araranguá. A participação é previamente agendada e está condicionada à disponibilidade da agenda da emissora.
Os candidatos ao mesmo cargo têm a mesma oportunidade de participação, respeitando o limite de dois candidatos por partido ou federação.
O formato é padronizado, com o mesmo tempo de duração e critérios de condução. As entrevistas são realizadas por dois comunicadores da emissora e transmitidas ao vivo, sem edição.
Eventuais manifestações de ouvintes durante as transmissões ao vivo não são utilizadas como critério para favorecer ou prejudicar candidatos, e a emissora não toma essas manifestações como parte da condução das entrevistas, em observância às regras estabelecidas para a cobertura eleitoral.
O candidato que confirmar e não participar no dia e horário agendados perderá aquela oportunidade, sem garantia de remarcação. Eventuais ausências comunicadas previamente serão avaliadas conforme a disponibilidade da agenda e a necessidade de preservar a igualdade de condições.
Os critérios foram estabelecidos com base na legislação eleitoral e na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), observando os princípios da isonomia, imparcialidade, impessoalidade e igualdade de oportunidades.
A Rádio Araranguá dará continuidade à série de entrevistas com os demais candidatos, mantendo os mesmos critérios para os concorrentes ao mesmo cargo.











