Política Araranguá se despede do conhecido Tidão, projeto sobre causa animal gera polêmica e bate-boca na Câmara de Araranguá e Arroio do Silva homenageia mulheres na Câmara

Araranguá se despede do conhecido Tidão, projeto sobre causa animal gera polêmica e bate-boca na Câmara de Araranguá e Arroio do Silva homenageia mulheres na Câmara

18/03/2025 - 11h13

Araranguá se despede hoje de Aristides João Borges, o conhecido Tidão. Sertanejo raiz, ele comandou programas aqui na Rádio Araranguá e dois de seus filhos também trabalharam aqui. Na época, morador do Parque Alvorada, também atuou pedindo melhorias para o seu bairro. Mais tarde, ele foi residir no Balneário Arroio do Silva, onde ficou até os dias atuais nas Areias Brancas. Tidão faleceu ontem aos 80 anos. Seu corpo está sendo velado na capela do cemitério Jardim da Paz e o sepultamento será hoje às 17h.  

Conveniadas

Ana Paula Bristot, diretora de duas creches conveniadas com o município, teve espaço ontem na Câmara de Araranguá para falar sobre o trabalho. Ela falou em nome de todas as demais conveniadas. Segundo ela, as creches conveniadas com o município hoje, as 13 unidades, são responsáveis por 40% das crianças da rede municipal infantil.

Dificuldades

Ana Paula falou das dificuldades vivenciadas hoje nas creches conveniadas. Disse que o valor que o município paga por criança matriculada é de R$ 425. Mas, esse valor não é apenas para o pagamento dos professores, que são tão qualificados quanto os professores da rede municipal de Educação. Deste valor, é preciso pagar os encargos tributários, previdenciários, aluguel, água, luz, internet, vigilância, sistema de monitoramento, mobília, brinquedos pedagógicos, entre outros materiais. Ressaltou, que alguns materiais, são recebidos da secretaria de Educação, mas que a maioria dos materiais é com recursos próprios ou de outras formas, como doações.

Salário

Em sua explanação, Ana Paula explicou que com esse valor, as creches conveniadas, não conseguem pagar um salário digno aos professores. O vereador e presidente da Câmara Pedro Paulo de Souza, concordou que sempre é preciso melhorar o valor pago as conveniadas. Mas, lembrou que esse ano o prefeito corrigiu pelo índice, que era de cinco por cento e mais cem por cento em relação ao índice. Paula lembrou que durante a pandemia não houve aumento e que após a pandemia houve um reajuste de R$ 30, e que os reajustes que estão vindo não estão suprindo as necessidades.

Homenagem

A Câmara de Vereadores do Balneário Arroio do Silva fará na noite de hoje uma sessão de homenagem pela passagem do dia internacional da mulher. Cada vereador indicou uma mulher que receberá o Troféu Lucília da Silva Borges. A sessão terá início às 19h sob a presidência do vereador Pedro Eugenio Coelho.

Quem são

Delinda Redivo, indicação do vereador Everton Sehnem; Diane Andrea Tomaz Scaini, indicação do vereador Pedro Eugênio Coelho; Lorena Réus Silveira, indicação, da vereadora Maria Alice Luciano; Grasiela Viana dos Santos, indicação do vereador Maykon Viana dos Santos;

Marta Oliveira Pires, indicação da vereadora Greyce Copetti; Maria Felisberto Machado, indicação do vereador Maykon Campos de Oliveira; Rosemary da Silva Nagel, indicação do vereador Marcio Macan; Maria Carmem da Silva Barreto, indicação do vereador Wandrei Barreto; Maria Margarete Fernandes Barp, indicação do vereador Clailton de Oliveira; Olina Pereira Vieira, indicação do vereador Renivaldo Vieira Leandro. Sóror Angélica Uliana Silva será uma homenagem in memoriam.

Discussão

Durante a sessão de ontem na Câmara de Vereadores de Araranguá, quando entrou em discussão o anteprojeto do vereador Márcio o Mano, que institui o Banco de Ração e Utensílios Pet, houve discordância e bate-boca. Enquanto o anteprojeto defendia que o município criasse o banco de ração e distribuísse as cuidadoras, alguns vereadores apresentaram dúvidas e o vereador Jorge Giraldi defendeu outra tese.

O que disse

Como delegado de polícia, o vereador alertou que de nada adianta continuar alimentando cães nas ruas, o que somente fará crescer o número de abandonos. Alertou que, conforme a lei, quem alimenta animais, mesmo nas ruas, pode ser responsabilizado criminalmente, caso eles venham atacar alguém. Disse com todas as letras, que hoje as leis protegem mais os cachorros de rua do que as pessoas. Citou um caso que aconteceu ontem, quando uma senhora foi atacada por vários cães e foi socorrida por um cidadão que passava no local. Criminalmente, quem abandonou os animais é o responsável, mas também quem os alimenta e os mantém na rua em questão. “Quem vai arcar com as despesas dessa senhora e de tantas outras pessoas que já foram atacadas?” Questionou.

Incoerente

Para o vereador a lei é incoerente, uma vez que se algum cidadão for socorrer outros que está sendo atacado por um cão e chutar o animal, ele responderá por crime de maus-tratos, e pode ir preso. O delegado disse não concordar, pois a lei deveria proteger os animais sim, mas não em detrimento à pessoa humana.

Vistas

O vereador Nelson Soares pediu vistas do projeto ou que o autor o retirasse da pauta, para melhor exame. Teve que ir à tribuna para explicar que o projeto não comtemplava o que as protetoras queriam. O projeto diz apenas que as rações serão doadas ao banco de ração e que a prefeitura iria determinar a quem doar. Lembrou que hoje as doações acontecem diretamente as cuidadoras, e que desta forma, haveria uma terceirização.

Discussão

Ainda durante a discussão, houve bate-boca entre vereadores e cuidadoras de animais, que gritavam da assistência. Discutiram com Jorge Giraldi e com o vereador Joel Casagrande. Joel por ter dito que se continuarmos a dar ração para cães nas ruas, vamos ter mil sendo tratados no centro da cidade. Na assistência alguém afirmou que já eram dois mil, o que o vereador Jorge Giraldi respondeu não entender o que elas queriam. Ele propõe a criação de um espaço para onde todos os cães seriam levados para serem tratados, mas não no meio da rua. Disse que hoje vai conversar com um veterinário a respeito da instalação da casa ou de uma central de zoonoses e convidou a todos para participar da discussão.

Retirado

Depois de muitas discussões, plenário com assistência, o vereador Mano pediu a retirada do projeto para voltar a discutir melhorias.

Complica

No corpo do projeto, no artigo sete, fica uma dúvida. O artigo diz que as despesas com a execução da presente Lei correrão por conta de dotação orçamentária própria, suplementada se necessário, ou proveniente de Emendas Parlamentares. Não fica claro, mas dá a entender que o município teria que prever a dotação em seu orçamento e com possibilidade de suplementação, aí com emendas parlamentares. Dependendo do que for, o projeto pode ser considerado inconstitucional, mesmo sendo um anteprojeto.

Mundo ideal

Neste caso dos animais abandonados, é preciso entender que no mundo ideal, ninguém os abandonaria. No mundo ideal, se abandonados, haveria ração para todos, paga pela prefeitura ou por doações, e todos seriam bem tratados. No mundo ideal, nem mesmo crianças ou famílias passariam fome, ou morreriam de fome. Mas nós não vivemos no mundo ideal, vivemos no mundo real. Neste mundo real, infelizmente, cães e crianças são abandonados, eles passam fome e até morrem de fome. No caso dos cães, eles vagam pelas ruas sem saber quando terão a oportunidade de comer alguma coisa. No mundo real, as pessoas os abandonam aos montes, principalmente em cidades que os tratam e os recebem, até para cinicamente, aliviar um pouco a culpa por ter abandonado o fiel amigo, que se tornou um problema. Tipo, vou abandonar lá, porque lá eles tratam bem os animais. No mundo real, não existe ração para todos, nem lugar para todos em nossas ruas. Eles precisam de amparo, de um lugar ou de novos tutores. Mas o principal, é punir o abandono. Para isto, quem sabe uma campanha para o uso de Celular e câmeras ligadas para filmar o abandono, quando ele acontece, porque é crime. Assim que pessoas passem a ser punidas, certamente o abandono diminui. Correr atrás de ração o tempo todo, além de cansativo, resolve por um tempo, porque a fome certamente voltará e a ração pode não ser suficiente para todos. Sentar e discutir possibilidades em resolver a situação é a saída. Afinal no mundo real, ouvir as pessoas em seus anseios é sinal de caminhar para uma solução. E nem sempre quem pensa diferente de você, precisa ser vaiado, rechaçado, pois, pode apenas estar, como você, em busca de solução.