CooperColmeia: Garantir a engrenagem da cadeia produtiva, para depois agregar valor
Tornar a produção leiteira mais lucrativa para os pecuaristas do Extremo Sul catarinense. Este é o objetivo da CooperColmeia (Cooperativa de Produtores de Leite de Meleiro) que tem se dedicado a elevar de maneira considerável os lucros nas pequenas propriedades de seus associados no próprio município e em cidades vizinhas como Morro Grande e Turvo.
O presidente da Cooperativa, engenheiro agrônomo Antônio Simoni de Oliveira, que também é vereador, declara que nesse momento os trabalhos estão direcionados para estabelecer a plataforma que permita o fornecimento constante de matéria prima às indústrias parceiras.
“Agora é o início de uma cadeia produtiva que começa lá da roça, com o plantio de pastagens, por exemplo, passa pela criação de animais, melhoramento genético dos mesmos, ordenha, transporte, industrialização, comercialização, até chegar finalmente à mesa dos consumidores.”, coloca Antônio.
Porém, para que tudo isso funcione e se torne atrativo para todos os envolvidos nessa relação, é necessário que seja lucrativo.
Em seu processo de crescimento, a CooperColmeia tem dado passos certeiros e decisivos para o seu desenvolvimento. Depois de inaugurar seu laboratório de exames para os bovinos, em outubro de 2021, a Cooperativa abriu as portas de sua loja, no Centro de Meleiro. Ali, comercializa de tudo, desde pães caseiros, equipamentos de proteção individual, insumos para lavouras, linha pet e artigos para jardinagem.
“Para se chegar à um determinado resultado, temos de estabelecer um plano de metas e ação. Com a colaboração de todos, colaboradores, diretores, poder público, fornecedores, clientes e associados, estamos conseguindo.”, finaliza o presidente.
Produção em Santa Catarina
O Estado produz aproximadamente 3 bilhões de litros por ano, fazendo dessa a nossa terceira maior cadeia produtiva, ficando atrás apenas da produção de aves e suínos. Atualmente, 75% da produção de leite do Estado vem da Região Oeste, sendo Concórdia a maior produtora catarinense.
Hoje, produzir leite em Santa Catarina é uma atividade que exige conhecimento e empreendedorismo, fatores que também interferem no preço da bebida. Isso porque para o leite ser consumido ele precisa ser certificado cientificamente.
No Extremo Sul
De acordo com o presidente da CooperColmeia, por conta da alta recente no preço dos insumos utilizados na atividade, o valor pago aos produtores de leite no Vale do Araranguá baixou um pouco nos últimos meses. “Neste mês, uma vez que o pagamento é feito próximo do dia 15, o preço pago para nós foi de R$ 2,25 o litro, e na parte de proteína do leite, gordura, parte de CCS, CBT, o produtor alcançou R$ 2,35, até R$ 2,40. A estimativa, segundo a Epagri/Cepa, é de elevação nos próximos meses.







