Comunidades se organizam contra lixão no Fundo Grande e contra casas populares na Operária e prefeitos precisam buscar soluções, ao invés de se prepararem para novas cheias
A comunidade do Fundo Grande, em Araranguá, não está gostando de uma movimentação observada, exatamente, onde já funcionou um lixão a céu aberto e que não foi uma boa experiência. A área em questão, pertencia ao empresário Emerson Almeida, que a vendeu a uma empresa de RCR gestão de resíduos.
Esclareceu
Na manhã desta segunda-feira (28), Émerson Almeida esclareceu que vendeu a área do aterro sanitário há pelo menos cinco anos. Revelou também que a área do antigo lixão nunca pertenceu a ele.
Com licença
Mas agora, as obras estão a todo o vapor, com licença ambiental concedida pelo IMA e os moradores estão preocupados. Segundo consegui apurar, se trata de uma licença para a operação de 50 toneladas dia. A licença também prevê todas as exigências das leis vigentes, inclusive com a triagem do lixo, onde poderia acontecer uma parceria com a triagem existente em Ermo, limites com Araranguá às margens da 285.
Mobilização
A comunidade do Fundo Grande está mobilizada e pretende pedir apoio para impedir que a empresa possa operar no local. Para tanto, pretendem ir à Câmara, pedir apoio dos vereadores e ao prefeito Cesar Cesa. Eles estão baseados na experiencia anterior, quando não havia as leis vigentes hoje, e que provocou problemas de mau-cheiro e doenças na comunidade.
Casas populares
Outro movimento é no bairro Operária. Moradores já foram à Câmara, protestar sobre a construção de casas populares pela prefeitura em convênio com o governo do Estado. O movimento não é contra a construção das casas, mas sim em relação ao número de casas previstas para serem construídas no bairro. Defendem a pulverização das construções nos bairros existentes no município.
Manifestação
Sobre este caso em tela, o prefeito Cesar Cesa se manifestou afirmando que os critérios para a concessão das casas serão rígidos e não permitirá o que aconteceu no residencial Bela Vista e Flor da Campo. Segundo o prefeito, entre os critérios, estão uma ficha criminal limpa, as famílias terão que estar morando em Araranguá há mais de 10 anos, se a pessoa não estiver morando na casa, ou vendeu ou alugou, a prefeitura retira quem estiver ocupando o imóvel, que volta para a fila de espera, além de outros cuidados.
Pessoas de bem
Para o prefeito as casas não serão ocupadas por pessoas criminosas, mas por “pessoas do bem, que simplesmente não têm dinheiro para comprar ou construir”, alertou.
Distribuição
Mesmo depois de ir à Câmara expor seus motivos, os moradores do bairro Operária, ainda querem um encontro com o prefeito para discutir a quantidade de casas que estão previstas para o bairro. Querem menos por bairros e maior distribuição.
Avaliação
O coordenador da Defesa Civil de Araranguá, Alexandre Resende Pereira, disse na manhã desta segunda-feira (28) que ainda vai se reunir com a administração municipal para avaliar os erros e os acertos na enchente. Para o coordenador é preciso avaliar o que deu errado, o que deu certo e o que se pode fazer para melhorar o atendimento e assistência às vítimas. Alexandre agradeceu ao prefeito Cesar pela autonomia nas ações da Defesa Civil e elogiou a agilidade da secretaria de Proteção e Defesa Civil do Estado, no envio de kits de limpeza, cestas básicas e outros itens de ajuda aos desabrigados.
Preparação ou solução
Na verdade, o que precisa acontecer é buscar soluções, ao invés de continuar preparando a Defesa Civil para novas enchentes. Claro que a preparação precisa acontecer, e está acontecendo, mas o problema é que todos sabemos onde estão os principais pontos de alagamentos, mas nada é feito para resolver os problemas. O próprio governador Jorginho Mello tem afirmado que quer resolver os problemas, para que não voltem a acontecer. Assim, está mais do que na hora de os prefeitos aproveitarem a abertura oferecida pelo governador e pedir projetos e realização de obras que resolvam tais situações.
Dinheiro tem
Na conversa que tive com o governador em Araranguá, ele disse textualmente que: “O Estado não deve um pila a ninguém, graças a Deus temos dinheiro para resolver os problemas”. A hora é agora e quem não aproveitar, vai ficar para trás.









