Geral Confira como está a adesão à greve da educação estadual nas escolas de Araranguá

Confira como está a adesão à greve da educação estadual nas escolas de Araranguá

23/04/2024 - 11h55

Nesta terça-feira, dia 23 de abril, professores da Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina deram início a uma greve em busca de melhores condições de trabalho e valorização profissional. A decisão de paralisar as atividades foi tomada após uma Assembleia realizada no dia 4 de abril e a falta de apresentação de propostas concretas pelo governo estadual durante uma reunião ocorrida no dia 18 deste mês.

Em Araranguá, a escola mais afetada com a greve vem sendo a Escola de Educação Básica professora Maria Garcia Pessi, que se encontra com quase todas as suas turmas paralisadas. Estando em funcionamento de forma regular apenas as turmas do ensino fundamental: 1º ano período matutino e vespertino, 3º ano apenas matutino e 5º ano matutino e vespertino. Para as demais turmas, não haverá aula nesta terça-feira.

De acordo com profissionais da unidade, o comunicado foi publicado no grupo de pais da escola e a expectativa é que as aulas voltem a funcionar de forma normal a partir deste quarta-feira, dia 24. Entretando, a volta das atividades depende das negociações com o governo do Estado.

Além disso, a Escola Estadual também teve alguns professores que aderiram à paralisação. Dentre 70 profissionais da educação, apenas cinco aderiram à greve. Com isso, seu funcionamento segue de forma normal, sem ter sido afetado. A Escola de Educação Básica Bernardino Sena Campos, também segue com seu funcionamento normalmente, sem professores que aderiram à paralisação.

A Escola de Educação Básica Castro Alves, 28 servidores aderiram ao dia de paralisação o que comprometeu aulas de algumas turmas da unidade escolar.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC), destacou a importância de negociações efetivas entre o governo e os profissionais da educação, enfatizando a necessidade de propostas que contemplem a valorização da carreira, incluindo a aplicação do reajuste do piso salarial em todos os níveis e a descompactação da tabela salarial.

Entre as demandas dos professores estão também a revogação integral do confisco de 14% das aposentadorias e a garantia de hora atividade para todos os professores dos anos iniciais e segundos professores, com a luta pela sua extensão a todos os profissionais da educação.