Delegado geral confirma vinda do governador para reforçar a segurança na divisa com o RS, a partir de Sombrio
O turvense, Ulisses Gabriel, assumiu há 20 dias o cargo mais alto da Polícia Civil de Santa Catarina. Em entrevista à Rádio Araranguá o, agora delegado geral, relatou a sondagem que o governador Jorginho Mello fez e quais são suas expectativas à frente da corporação.
“No começo do ano o governador Jorginho Mello me sabatinou, verificando se eu conhecia a segurança pública catarinense. Constatando que estava apto, ele acabou me convidando para estar no primeiro escalão do governo do Estado, na condição de delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina”, explicou o delegado.
Ulisses ressalta que devido a experiência adquirida nos municípios pelos quais passou, ele acredita estar preparado para desempenhar o papel que lhe foi conferido.
“Já trabalhei na delegacia de Orleans, na delegacia da mulher e na Dic, em Criciúma, em Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Tubarão, também exerci funções na Academia da Polícia Civil e na Corregedoria. Fui presidente da Associação dos Delegados e estou muito motivado com esse novo desafio da gestão. Estaremos atuando em todo o Estado com os policiais civis, que em todas as carreiras, têm prestado um trabalho muito importante para a sociedade, mesmo com um déficit de efetivo muito grande”.
Dificuldades encontradas
“Nós temos uma grande dificuldade que é o efetivo da Polícia Civil. A legislação prevê aproximadamente 6 mil integrantes e nós contamos com apenas 3.350 homens e mulheres no efetivo. Então esse é um dos nossos graves problemas, com prejuízo no atendimento da população. Além disso, temos uma questão envolvendo prédios. Em Araranguá, a Delegacia Regional está apresentando problemas no prédio e estamos fazendo o deslocamento dessa unidade para um outro estabelecimento locado. A Polícia Civil possui mais de 300 prédios no Estado e isso tem sido mais um grande problema. Vide a delegacia de Jaguaruna que está com problemas de infiltrações, também em Lauro Müller e em Forquilhinha, que já estamos buscando desatar a questão do processo licitatório, para que a unidade volte novamente ao rumo e possa ser concluída sua construção”.
Trabalho e melhorias
O delegado falou sobre o trabalho que já está fazendo para melhorar a Polícia Civil do Estado. “Sem segurança não temos presente e sem educação não temos futuro. Com esse intuito, estamos fazendo diversas ações e melhorando os efetivos de regiões deficitárias. Com a gestão do nosso efetivo em Santa Catarina, estamos buscando aquisição e distribuição de viaturas e computadores para melhorar a estrutura de atendimento e qualificar os meios em que os policiais vivem. Estamos buscando ter nos finais de semana, limpeza nas Centrais de Plantão Policial, que funciona (limpeza) apenas até as sextas-feiras. Isso para que o policial tenha um ambiente limpo e qualificado”.
Ações
“São muitas ações do governador Jorginho nesse momento, pautadas nisso (melhores condições de trabalho) e na melhoria do atendimento à população. Como foi o caso da Certidão Negativa de Antecedentes, que passa a ser online, e também a possibilidade de concessão da arma de fogo ao policial civil aposentado. Porque é uma forma de proteger a si mesmo e sua família”, explicou Ulisses.
Agenda no Sul do Estado
O delegado também falou sobre a importância de estar conferindo a situação da segurança no Sul Catarinense. “Nessa semana é possível que estaremos aqui no Sul do Estado. Estrategicamente na cidade de Sombrio, com o governador. Estaremos fazemos anúncios na área da segurança pública, pois sabemos que Sombrio é uma das maiores portas de entrada do Rio Grande do Sul, onde tem facções criminosas. Com a intenção de fazermos anúncios para combatermos o crime, vamos chegar, na agenda de visitas, até o município de Passo de Torres, divisa com Rio Grande do Sul”.
Objetivos
“Nós temos duas situações distintas. Um trabalho a curto e médio prazo, e um a longo prazo. Com a realização dos concursos e com a criação de um planejamento estratégico para os próximos 12 anos. Essa é nossa meta. Preparar a Polícia Civil para que ela consiga atingir seus objetivos nos próximos 12 anos”, concluiu o delegado.
Confira a entrevista completa:







