Em ano eleitoral, partidos políticos se apresentam divididos em relação as definições das coligações, como MDB e PP em SC
Araranguá e região começam a viver uma semana importante com duas novas obras tendo a ordem de serviço assinadas. Nesta terça-feira (23), às 16h, no atracadouro da balsa, serão assinadas as ordens de serviço para a retomada da quarta ponte e para a construção da ciclovia. O governador do Estado Jorginho Mello, certamente será recebido com festa, por regatar obras que estavam no papel e na promessa há anos. A ponte liga o Morro dos Conventos ao Distrito de Hercílio Luz e a Ciclovia liga Araranguá e Arroio do Silva.
Licitação
Na sequência, ainda esta semana, deverá sair a licitação para a ligação entre o distrito de Hercílio Luz ao Balneário Rincão. Vale ressaltar que a ligação entre Ilhas e o Distrito, já terminou. As duas obras, também tem a digital do governador Jorginho Mello, e estão incluídas nos R$ 24 milhões que o governador entregou ao prefeito Cesar Cesa, para escolher, que obras desejava fazer.
Fiscalização
A definição da empresa vencedora da licitação para acompanhar e fiscalizar a realização da obra, deve sair nesta semana. A empresa será responsável por acompanhar se tudo está sendo feito exatamente como prevê o projeto. Nada poderá ser feito sem que a empresa, especializada, libere para a execução. É um cuidado a mais, que a administração de Araranguá está tomando para evitar problemas na construção.
Regional
O PT da microrregião Sul do Estado reuniu lideranças no último sábado (21). Na pauta o debate sobre a conjuntura política estadual e nacional, as perspectivas eleitorais deste ano e seus preparativos, alinhar as funções e tarefas de cada setor e, finalmente, encaminhar processo para estabelecer um calendário de atividades para o restante do ano.
Definido
Um novo encontro ficou marcado para o próximo dia 1º de abril, às 19h30min, novamente no Instituto Cultural Rua do Fogo, em Santa Rosa do Sul. Conforme o coordenador regional, Ozair da Silva, o Banha, o encontro tem como principal pauta, o calendário de eventos da microrregião, incentivando a mobilização da militância.
Partidos divididos
Em ano eleitoral onde os partidos políticos precisam definir onde e com quem estarão nas eleições, muitas incertezas, e sempre novos capítulos de histórias e posições que estão se desenhando. No PP, enquanto a maioria quer estar com Jorginho Mello, o novo presidente do partido, senador Esperidião Amin, dá fortes sinais de que quer que o partido caminhe na direção de João Rodrigues. Num encontro rápido com o governador, na verdade caminhavam em direções opostas em Brasília, Jorginho Mello, disse a Amin que “Agora ficou mais fácil, você é o presidente”. Mas recebeu como resposta que ele, Jorginho Mello, precisa mudar sua posição em relação ao governo federal. O encontro foi cordial, mas a resposta que o governador queria, não obteve.
Vídeo
Num vídeo publicado em suas redes sociais no final de semana, Amin fez um apelo ao governo do Estado para que reveja sua posição de confronto com o governo federal, em especial com o ministro Renan Filho, em nome de Santa Catarina. Amin disse que conversou com o ministro, que estaria disposto a sentar e conversar e que ele tem alternativas para viabilizar a obra no Morro dos Cavalos. “A briga entre o governo do Estado e o federal não soma e é preciso agir em nome do Estado para resolver nossos problemas, sem mudar as posições políticas, é lógico”, afirmou o senador.
No MDB
Já no MDB, também disputado entre Jorginho Mello e João Rodrigues, o deputado federal Valdir Cobalchini, anunciou em Caçador que apoia a reeleição de Jorginho Mello. A declaração veio num momento em que o partido ainda discute sua posição final em relação as eleições, mas que a maioria demonstra tendência para estar com João Rodrigues.
Tentador
Na verdade, a proposta de João Rodrigues é mais tentadora, tanto para o PP, quanto para o MDB. O MDB teria espaço na chapa majoritária apontando o vice de João Rodrigues, e um candidato ao senado. O PP teria uma vaga ao senado, que seria para Esperidião Amin, que já disse não querer concorrer solteiro. Mas claro, que os dois partidos, se entenderem que Jorginho Mello vai ganhar as eleições, podem se conformar com possíveis cargos no próximo governo, podem tomar esse caminho.
Licença ambiental
Destravar a obra da serra do Faxinal foi a missão do deputado estadual José Milton Scheffer em Brasília. Depois de mais de cinquenta anos de espera e muitas promessas que não foram cumpridas, o governo de Jorginho Mello está com 90% da obra concluída. Mas esbarrou em nova licença ambiental para o último trecho. Com a intervenção de Zé Milton, auxiliado pelo senador Esperidião Amin, o último trecho de menos de 300 metros, foi autorizado pelo IBAMA.
Mais uma vez
Só para registro, é a segunda vez em duas semanas, que deputados estaduais vão à Brasília para encaminhar soluções a problemas de nossa região. Primeiro foi Tiago Zilli, e agora José Miton Scheffer, enquanto os federais que buscam votos aqui, nem ligam para os nossos problemas. Parece que tem outras bandeiras, mas certamente retornarão aqui querendo votos e fazendo novas promessas, inclusive de compromissos com a região.
A emenda
Os vereadores Nelson Soares e Jorge Giraldi, explicaram na manhã desta segunda-feira (23), na Rádio Araranguá, a emenda feita no projeto de multa para quem joga lixo nas ruas e em terrenos baldios. Ambos explicaram que a inclusão de prédios abandonados no projeto, se refere a segurança pública. Drogados e criminosos, acabam habitando prédios abandonados, o que pode ser inibido com a inclusão no projeto e previsão de multa e até demolição e perda do imóvel.
Falta liderança
Ainda durante a entrevista, o vereador e delegado Jorge Giraldi afirmou que “Falta Liderança no meio policial, que possa interagir e resolver os problemas enfrentados pela segurança”. Ele também criticou a implantação de delegacia macro estadual que está em estudos pelo governo do Estado. Segundo Giraldi, delegados ficariam de plantão em Florianópolis para decidir sobre prisões sem flagrante, em todas as regiões do Estado. “Como um delegado que não conhece a cidade onde aconteceu o problema, não ouviu a vítima nem o acusado, pode decidir se alguém, será preso ou não, através de um papel?”, questionou. Outra preocupação seria em relação ao sistema que pode travar, como já aconteceu quando foi implantada a delegacia macrorregional, onde as decisões eram tomadas em Criciúma. Segundo o delegado, as vítimas acabavam desistindo e indo embora sem o atendimento devido pela polícia.





