Geral Emocionante: jovem resgatada na BR e levada de helicóptero para cirurgia, reencontra equipe do Saer e da Rádio Araranguá

Emocionante: jovem resgatada na BR e levada de helicóptero para cirurgia, reencontra equipe do Saer e da Rádio Araranguá

04/01/2023 - 14h51

Nessa quarta-feira, 04, a jovem Maria Eduarda dos Santos reencontrou a equipe do Serviço Aeromédico (Saer/Sarasul) e da Rádio Araranguá, no programa Dia a Dia, apresentado por Saulo Machado. Ao lado do pai, e muito emocionada, ela agradeceu todo o empenho para conseguir chegar a São José, na Grande Florianópolis, e fazer um transplante de córnea. Duda aguardava na fila há dois anos e podia perder a cirurgia por estar presa no engarrafamento da BR-101, devido ao deslizamento de terra no Morro dos Cavalos.

União de forças

A partir daí a união entre imprensa e o Serviço Aeromédico (Saer/Sarasul), evitou que a jovem Maria Eduarda dos Santos ficasse cega. A equipe de jornalismo do Portal da Rádio Araranguá entrou em contato com o Serviço Aeromédico, que resgatou Maria Eduarda em plena BR-101 e transportou rapidamente para o hospital na Grande Florianópolis.

A batalha de um pai

O pai de Duda, Marcelo Cristiano dos Santos, relembrou as horas de angustia que passou, na busca por ajuda.

“A minha esposa me ligou era umas 8h, dizendo que elas iriam tentar passar na estrada, porque o Morro dos Cavalos estava fechado, só não tinham certeza se conseguiriam. Enquanto isso, tentei procurar ajuda por aqui, pois lá elas não tinham o que fazer. Fui na PRF (Polícia Rodoviária Federal) e disseram que até fariam, mas me informaram que o helicóptero não está mais em Santa Catarina. Aí eu pedi que me dessem uma luz; alguém que pudesse me ajudar. Recomendaram ir nos Bombeiros, que têm o Arcanjo. Cheguei lá e me disseram que é somente em casos de risco de morte. Saí de lá e pensei em ir na Polícia Militar. Mas quando eu cheguei na rótula aqui próximo, me lembrei de passar na rádio. Cheguei na Rádio Araranguá e contei minha história. Prontamente me ajudaram, pegaram meus dados, mas não tinham como dar certeza na hora. Depois de algum tempo a rádio me ligou dizendo que tinha conseguido contato (com o Saer) e graças a Deus deu certo. Hoje a minha filha está operada e voltando a enxergar bem”, desabafa o pai.

No dia do ocorrido seu Marcelo mandou um áudio emocionado para a rádio.

O nome dos heróis

O contato da equipe de jornalismo foi feito com o comandante Gilberto Mondini, que é um dos heróis dessa equipe que salva vidas todos os dias, mesmo arriscando as suas.

“A equipe de plantão avaliou o clima naquele momento e, tudo conspirou favoravelmente para que a situação desse certo. Nós temos um lema dentro da unidade que é segurança em primeiro lugar. Só que, a todo momento, a gente fica mitigando a questão dessa linha ténue, entre ir salvar uma vida e colocar em risco a vida de todos os outros que estão na aeronave. A todo o momento a gente fica avaliando isso. Mas eu sempre falo, a gente sempre vai tentar. Se houver meio por cento iremos tentar para que consigamos hesito nas operações. Assim é em toda a operação. Quando chega o chamado, a gente reúne com a equipe, tanto médica como a policial, entende a operação e a questão técnica da saúde e, havendo o mínimo de possibilidade, a aeronave decola para tentar fazer esse atendimento. Graças a Deus, a gente consegue êxito em 100% das operações, com toda a segurança para todo mundo”, explica o delegado Mondini.

E esse foi o caso de Maria Eduarda.

“Fiquei muito angustiada. Estava ficando cada vez mais perto de fazer a cirurgia. Ligamos para o hospital e disseram que tínhamos que chegar até as cinco horas a tarde. As córneas elas têm um prazo de validade e não poderia passar desse tempo. Eu iria perder. Quando fiquei sabendo que estava resolvido eu chorei muito”, se emociona Eduarda, e prossegue: “Se eu não fizesse a cirurgia eu entraria para a fila de espera novamente. Já fazia dois anos que eu estava esperando na fila. Eu não enxergava nada do olho direito e tenho a mesma doença no olho esquerdo, mas ainda consigo enxergar com o esquerdo. Operei o direito nesse dia e já estou conseguindo enxergar. É muita emoção”.

O médico Xandão, como é carinhosamente chamado, também fazia parte da equipe no dia do resgate.

“É muito emocionante. Você está indo para uma ocorrência e não sabe o que você vai encontrar. Às vezes é um pairado, onde a aeronave não toca o solo e o descenso é ainda com a aeronave em voo. Temos todo um treinamento junto a família Saer para fazer o melhor possível. Nos esforçamos ao máximo para que dê tudo certo, como foi no caso da Duda, e isso para nós é uma imensa satisfação”.

O copiloto Allan, que também estava no dia, falou sobre a dedicação da equipe Saer.

“Sempre damos um jeito. Se não for possível pousar, fazemos o melhor para que a equipe médica faça o desembarque da aeronave. Sempre vai haver uma forma de a gente ajudar as pessoas”.

E foi justamente essa forma de ajudar, que evitou que a jovem Maria Eduarda ficasse cega. Profissionais dedicados e que se doam constantemente pelos outros. Esses são os integrantes do Serviço Aeromédico (Saer/Sarasul).

Confira a entrevista na íntegra: