Política “Eu não sou cego”, vereador Douglas rebate críticas do vice-prefeito de Araranguá

“Eu não sou cego”, vereador Douglas rebate críticas do vice-prefeito de Araranguá

14/10/2022 - 15h37

Em entrevista ao programa Dia a Dia da Rádio Araranguá, nessa sexta-feira, 14, o vereador Douglas Michels rebateu as críticas feitas pelo vice-prefeito de Araranguá, Cristiano da Silva Costa (Tano), aos parlamentares do poder legislativo.

Um dia antes, na quinta-feira, 13, também em entrevista à Radio Araranguá, o vice-prefeito, Tano, já havia respondido alguns parlamentares que alegavam que obras do projeto Câmara na Comunidade não estão sendo realizadas. Ele alegou que as obras estão saindo do papel respeitando os trâmites legais e afirmou que o fato de vereadores anunciarem que não participariam mais do projeto e meramente político.

“Tem vereadores que sabem que não é só chegar e mandar fazer no outro dia a obra. Precisa fazer projeto, precisa fazer licitação, então não é só chegar e fazer”, afirmou Tano.

O vice-prefeito ainda respondeu às críticas do vereador Douglas Michels, feitas em sessão no plenário da câmara, que cobrou a colocação de material na Sanga do Marco. “Na Sanga do Marco foram colocadas 102 caçambas de brita. Ele não tá vendo? Ele é cego? Ele tem 3 assessores também”, questionou Tano.

Confira a entrevista com o vice-prefeito Cristiano da Silva Costa feita na quinta-feira, 13.

Contraponto  

Em resposta, o vereador Douglas Michels disparou. “Falta de respeito que o vice-prefeito tratou os vereadores. Ele perguntou se os vereadores são cegos que não estão vendo as obras. Não existe vereador cego; eu não sou cego. Estamos vendo as obras sim. Agradeço as obras que a administração está fazendo. Muitos dos trabalhos de infraestrutura são em parceria com o governo do Estado. Mas tem que mostrar também as obras que não estão sendo feitas”. E falou dos trabalhos na Sanga do Marco: “São três acessos, com dez quilômetros. Por isso precisa de 300 caminhões de material e foram 102 até o momento. Faltam 198 caminhões. Começaram a colocar o material depois de sete meses. Fiz muita cobrança. Esse é o papel de um vereador”.

Michels ainda falou sobre os assessores que os parlamentares têm à disposição.

“Nós temos dois assessores e não três como alegou o vice-prefeito. Esses profissionais ganham em torno de R$ 2.500 por mês. E também quando ele diz que não precisava ter vereadores na câmara, ele esqueceu que foi vereador. No decorrer do mandato, inclusive, tentou ser presidente da câmara. Foi uma fala muito infeliz. Eu quero aqui falar que gosto muito do nosso vice. Quero parabenizar inclusive o trabalho que ele está fazendo, ele é atuante. Está fazendo jus ao salário que ele recebe que é mais de R$ 16 mil. O vice poderia acumular a secretaria de obras e R$ 13 mil, que o secretário ganha, poderia ser investido em obras. Nosso salário está em torno de R$ 7 mil (vereadores), e os assessores são importantes sim”, alegou Michels.

E por fim falou do projeto Câmara na Comunidade. “Eu sempre acreditei muito nesse projeto Câmara na Comunidade. Mas diante dá não resposta dos pedidos, resolvemos não participar mais. Insegurança de prometer e o executivo não fazer”.