Governo de SC envia proposta de descompactação da tabela salarial dos professores para a Alesc; presidente do Sinte critica
O Governo de Santa Catarina enviou à Assembleia Legislativa (Alesc) uma proposta de descompactação da tabela salarial dos professores, contemplando um investimento de R$ 529,5 milhões na valorização dos profissionais da Educação. A iniciativa, assinada pelo governador Jorginho Mello e pelo secretário de Estado da Educação, Aristides Cimadon, é a primeira desse tipo em 16 anos e busca adequar os rendimentos dos docentes ao tempo de serviço e qualificação profissional.
A proposta foi enviada na noite da última segunda-feira, dia 16, e agora segue para a análise dos deputados catarinenses. Se aprovada, garantirá um aumento salarial a todos os professores efetivos do quadro do magistério estadual. O objetivo principal é descompactar a tabela de salários, diferenciando os rendimentos de acordo com as qualificações e o tempo de serviço dos educadores.
O coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Evandro Accadrolli, comentou a proposta durante entrevista ao programa O Dia em Notícia, da Rádio Araranguá. “Fizemos toda uma luta para garantir o reajuste que estava defasado desde 2021. Além disso, buscamos descompactar a tabela salarial, assegurando a diferença de rendimentos para professores com diferentes formações”, explicou.
No entanto, Accadrolli expressou insatisfação com a proposta apresentada pelo governo. Segundo ele, a iniciativa não atende às necessidades do magistério catarinense e cobre apenas 49% da categoria, deixando de fora muitos professores contratados temporariamente, que permanecerão com o salário congelado. “A diferença entre especialistas e mestres, que era de 19%, seria reduzida para apenas 2% com a nova proposta. Queremos que todos os trabalhadores da educação sejam beneficiados e que a tabela salarial não seja mais compactada”, frisou.
Accadrolli também mencionou que, apesar dos avanços nas negociações, ainda há pontos que precisam ser ajustados. “Gostaríamos que nosso projeto fosse aprovado com duas alterações: abrangendo todos os trabalhadores da educação e não compactar mais a tabela salarial. Nas negociações avançamos, trazendo a proposta para este ano. Será retroativa em 1º de setembro, sendo parcela única. Além disso, existe o compromisso do governo em investir 100% do Fundeb, coisa que nesse ano não cumpriu. Acreditamos que no ano que vem aconteça”, concluiu.













