Política Interdição da Ponte Anita Garibaldi amplia debate sobre infraestrutura e mobilidade em Santa Catarina

Interdição da Ponte Anita Garibaldi amplia debate sobre infraestrutura e mobilidade em Santa Catarina

13/07/2026 - 09h10

A interdição da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, motivou uma reflexão do analista político Upiara Boschi sobre os desafios da infraestrutura em Santa Catarina. Para ele, o transtorno enfrentado pelos motoristas durante o fechamento da ponte evidencia a importância de investimentos e planejamento em obras estruturantes que acompanhem o crescimento do Estado.

Boschi lembrou que a ponte, inaugurada em 2015, precisou ser totalmente interditada para uma intervenção corretiva e observou que as informações mais detalhadas sobre a situação só foram apresentadas pela concessionária em entrevista coletiva realizada na sexta-feira, o que ajudou a esclarecer dúvidas que surgiram nos primeiros momentos da ocorrência.

Segundo o comentarista, até a conclusão dos trabalhos, prevista para o dia 20, quem viajar para o Sul catarinense deverá enfrentar longos congestionamentos. “Coloque na conta da viagem para o Sul do Estado o engarrafamento na ponte de Laguna”, afirmou. Ele destacou ainda que a Ponte de Cabeçuda já operava com limitações antes mesmo da construção da Anita Garibaldi e que o aumento do fluxo de veículos ao longo da última década tornou o sistema ainda mais pressionado.

Na análise de Boschi, o episódio serve como ponto de partida para discutir a necessidade de que as principais rodovias federais e obras de infraestrutura de responsabilidade do governo brasileiro, recebam investimentos compatíveis com o crescimento econômico e populacional de Santa Catarina. Ele citou exemplos de importantes corredores logísticos do Estado que, ao longo dos anos, passaram por mudanças de projetos, atrasos ou ampliações graduais, demonstrando como a infraestrutura precisa acompanhar a evolução da demanda.

Para o analista, quando obras estratégicas não conseguem responder ao aumento do tráfego, os impactos são sentidos diretamente pela população e pela economia, com aumento no tempo de deslocamento, dificuldades para o transporte de cargas e prejuízos à mobilidade.

Ao encerrar a reflexão, Upiara Boschi resgatou um antigo slogan do governo de Antônio Carlos Konder Reis: “Governar é encurtar distâncias”. Para ele, a frase continua atual e simboliza a importância de um esforço permanente entre os diferentes responsáveis pela gestão e operação da infraestrutura para garantir que Santa Catarina permaneça conectada e preparada para o futuro.