Eleições 2026 Matheus Cadorin destaca ações do mandato e defende tecnologia, desburocratização e combate à violência contra a mulher

Matheus Cadorin destaca ações do mandato e defende tecnologia, desburocratização e combate à violência contra a mulher

03/09/2026 - 09h09

Dando sequência à série de entrevistas com candidatos às Eleições 2026, a Rádio Araranguá recebeu no estúdio o deputado estadual e candidato à reeleição pelo Novo, Matheus Cadorin. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Saulo Machado, que questionou o parlamentar sobre a avaliação do mandato, investimentos realizados, atuação na Assembleia Legislativa e as principais propostas para um eventual novo período.

Durante a entrevista, Cadorin relembrou o início de sua trajetória e afirmou que o desejo de ocupar uma cadeira no Legislativo estadual surgiu ainda na adolescência.

“Quando tinha 18 anos, fui estagiário da Assembleia Legislativa e, saindo do estágio, agradeci muito a oportunidade, olhei para trás e falei assim: ‘A próxima vez que eu botar o pé aqui dentro vai ser como deputado’.”

Segundo o parlamentar, foram necessários anos de preparação até concretizar o objetivo. “Eu percebi que esse era o meu propósito, era a minha vocação. E, como um adolescente, pensando assim, com 23, 24, vou botar um terno aqui, vou ser deputado. No tempo de Deus é diferente, Saulo.”

Cadorin afirmou que passou por diferentes áreas profissionais antes de disputar uma eleição. “Eu levei 20 anos para me sentir preparado efetivamente. Morei fora do Brasil, falo inglês, falo mandarim, trabalhei em prefeituras, trabalhei no setor público, trabalhei no setor privado, sou Head de Aceleração de Startups, sou startupeiro, a gente chegou a ter 84 startups no portfólio, e depois eu fui gestor dos Bombeiros Voluntários de Joinville.”

Ele destacou ainda a experiência adquirida no terceiro setor. “Então eu tinha internacional, privado, público e terceiro setor na bagagem, e eu precisava de três coisas para ser candidato.”

Chegada à Assembleia Legislativa

Cadorin afirmou que uma das condições para disputar um mandato era ter independência profissional. “Uma, independência profissional, ou seja, não depender de política para viver. Eu acho isso muito perigoso. Ah, não me elegi, pego meu currículo, vou trabalhar.”

A segunda condição, segundo ele, era encontrar um partido com o qual tivesse identificação ideológica. “Segundo, o partido certo. E até então eu já tinha sido convidado para ser candidato a vereador, vice-prefeito, enfim, outros cargos, mas eu não sentia no coração que aquela bandeira, aquela ideologia, eu me identificava.”

Foi então que, segundo Cadorin, surgiu o Partido Novo. “E aí surgiu o Partido Novo, que não existia até então. Falei: ‘Bom, esse bando de gente vestido de laranja está falando exatamente o que eu acredito’, que é Estado enxuto, menos privilégios para político, respeito a quem trabalha, quem gera emprego e renda.”

O terceiro ponto, conforme o deputado, seria receber o convite para concorrer. “Porque uma coisa é você levantar a mão e dizer assim: ‘Eu quero ser candidato’. A outra é alguém grande de um partido olhar para você e falar assim: ‘Você é um cara bom, você tem capacidade, você tem entrega, vem ser candidato’.”

O convite teria partido do prefeito de Joinville, Adriano Silva. “E isso aconteceu no momento certo, pelo Novo. O prefeito Adriano, de Joinville, me convidou. Ele é nosso bombeiro voluntário, é socorrista há mais de 20 anos. Ele fez o convite: ‘Você tem perfil, venha ser nosso candidato’.”

Cadorin relembrou ainda a campanha eleitoral, que, segundo ele, foi realizada com uma estrutura reduzida. “Nós abraçamos a causa, fomos para uma campanha sem estrutura. O Partido Novo não tem estrutura, tínhamos seis pessoas na equipe, três parentes, três amigos, meu pai e minha mãe junto, panfletando comigo em Joinville.”

O parlamentar afirmou que venceu a eleição por uma diferença de apenas 225 votos. “Nós ganhamos a eleição por 225 votos de diferença, no universo de 4 milhões.”

Sobre a estratégia utilizada na campanha, contou: “Nós ganhamos no semáforo. Aqui eu teria dificuldade porque aqui não tem semáforo. Mas nós ganhamos lá panfletando no semáforo, porque a gente não tinha estrutura para pagar churrasco, para reunir um grande grupo de pessoas.”

Cadorin afirmou que chegou à Assembleia Legislativa como um dos parlamentares menos votados e mais inexperientes politicamente. “Então eu cheguei na Assembleia, o menos votado, o mais inexperiente. Eu brinco lá que o mais bobinho, para não dizer ‘tanso’, ele já foi prefeito duas vezes, já está no quinto mandato de deputado e eu cheguei lá sem ser síndico de prédio.”

Segundo ele, a experiência adquirida no setor privado ajudou no início do mandato. “Mas com uma bagagem de experiência privada que me colocava num patamar diferente. Então eu falei: ‘Eu tenho que trabalhar, tenho que mostrar serviço’. E desde o início a gente tem feito isso.”

Projetos e atuação no mandato

Entre as ações destacadas, Cadorin citou projetos relacionados à tecnologia e à desburocratização. “Primeiro projeto de lei do Brasil feito com inteligência artificial foi nosso. Nós liberamos mais de 900 atividades do Estado para qualquer tipo de alvará. É só uma autodeclaração, já pode abrir o CNPJ.”

O deputado também citou a estrutura de combate aos crimes virtuais em Santa Catarina. “Nós trouxemos para Santa Catarina a mais moderna delegacia de combate a crimes virtuais do país, que é um caso sério aqui em Santa Catarina.”

Segundo Cadorin, a estrutura foi criada diante do crescimento dos golpes praticados pela internet e por aplicativos de mensagens. “WhatsApp, boleto falso, telefonema, enfim. As pessoas estão ouvindo, ou já caíram ou conhecem alguém que caiu. Então é um caso sério aqui em Santa Catarina.”

O parlamentar afirmou que seu trabalho é baseado em metas e acompanhamento de resultados. “Eu tenho, modéstia à parte, feito um trabalho que tem nos orgulhado bastante. Uma equipe totalmente técnica, contratada por processo seletivo, tal e qual fosse uma empresa, e nós temos metas, prazos, entregas para fazer.”

Cadorin explicou ainda a lógica utilizada pela equipe. “A gente vê esses dados acontecendo, a gente mede isso. Deu certo, a gente continua; não deu, a gente pivota, como a gente diz na tecnologia.”

Sobre a decisão de buscar a reeleição, afirmou: “Por que eu quero me reeleger? Porque eu entendo que eu entrei com o propósito, a gente está honrando os votos que a gente recebeu e nós queremos continuar esse trabalho em benefício de toda a população de Santa Catarina, não só da região do Norte.”

Emendas parlamentares e participação popular

Cadorin também destacou o programa “Você Decide”, criado para definir a aplicação de recursos de emendas parlamentares. “Nós fizemos um programa, Saulo, que se chama ‘Você Decide’, para distribuição de emendas parlamentares.”

Segundo o deputado, o modelo buscou romper com a lógica tradicional de direcionamento de recursos. “O que acontece, a emenda parlamentar geralmente é distribuída para onde o deputado recebeu mais votos, para onde faz mais sentido eleitoralmente para ele.”

A proposta, segundo Cadorin, foi colocar a destinação dos recursos em votação popular. “Nós fomos para o lado contrário. Nós abrimos um edital e recebemos propostas do Estado inteiro e colocamos em votação aberta para a população decidir onde vai esse dinheiro.”

Ele justificou a iniciativa: “Porque esse dinheiro é emenda e emenda é imposto, já foi pago por todo mundo. Então nada mais justo que as próprias pessoas decidam para onde vai esse recurso.”

Cadorin afirmou que quase R$ 20 milhões foram distribuídos por meio do programa. “Nós conseguimos distribuir quase 20 milhões de reais dessa forma, entregando recurso aonde a população disse: ‘Esse projeto é bom, esse é confiável, pode entregar lá’.”

O deputado também citou o crescimento de suas redes sociais como um indicador da ampliação de seu alcance político. “Eu me elegi com 2.900 seguidores no Instagram, por exemplo. Hoje a gente está batendo 114 mil.”

Ele ponderou, entretanto: “O seguir não significa voto, mas dá um panorama geral de quanto o nosso trabalho tem sido ampliado.”

Crescimento do Novo

Questionado sobre a perspectiva do Partido Novo nas Eleições 2026, Cadorin afirmou que a sigla chega mais estruturada à disputa. “Na eleição passada fomos com metade da nominata tanto para federal quanto para deputado estadual. Era difícil achar candidato, continua sendo difícil, e o Novo tem um crivo muito forte.”

O deputado explicou que o partido realiza uma seleção dos candidatos. “A gente seleciona os candidatos através de uma pesquisa do passado dele, nós puxamos a capivara em todo mundo. Até para ser filiado você tem que ser ficha limpa.”

Além disso, os candidatos passam por preparação. “Depois de filiado você é preparado, você passa por cursos dependendo do cargo que você quer alcançar.”

Ao ser questionado por Saulo Machado sobre nomes conhecidos que poderiam se encaixar na legenda, Cadorin foi enfático: “De jeito nenhum. Isso para mim é um escárnio. Isso é uma brincadeira que fazem com a coisa mais séria que tem, que é eleger alguém para representar o seu filho.”

Na avaliação do deputado, os partidos precisam ter responsabilidade na escolha dos candidatos. “Eu tenho cobrado a responsabilidade dos partidos nesse sentido. A culpa é dos presidentes dos partidos que permitem essa palhaçada. Isso aí é rir da cara da população.”

Cadorin afirmou que o Novo terá uma nominata completa em 2026. “Agora o Novo vem com a nominata completa para ambos. Nós temos a perspectiva de ampliar tanto a bancada federal quanto a estadual.”

Cláusula de barreira e cenário nacional

Sobre a atuação nacional do Novo, Cadorin explicou que uma das prioridades é superar a cláusula de barreira. “A nossa eleição nacional é focada na cadeira da Câmara Federal. Por quê? Porque o Novo precisa quebrar a cláusula de barreira.”

Segundo ele, a regra estabelece um número mínimo de deputados federais para que os partidos mantenham determinadas condições de funcionamento. “A gente precisa eleger um número mínimo de deputados federais no país para continuar sendo considerado um partido.”

Cadorin também falou sobre a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República. “O governador Zema, agora presidente, ele tem um papel importante de botar o número 30 na urna e a gente tem trabalhado para que ele possa se manter como um candidato viável.”

Relação entre a direita e críticas a aliados

Durante a entrevista, Saulo Machado questionou Cadorin sobre conflitos recentes no campo político da direita.

O deputado defendeu que eventuais críticas sejam feitas, mas avaliou que é necessário cuidado estratégico. “Tem que apontar, tem que apontar o dedo.”

Na sequência, afirmou: “Estrategicamente, politicamente, eu falei isso para ele. Se ele tivesse esperado 24 horas, chamado a cúpula nacional, como é que nós vamos nos comportar aqui com relação a isso? Porque isso aqui é extremamente grave. Vou chamar a cúpula aqui, nós vamos conversar e em 24 horas nós vamos dar o veredito.”

Cadorin afirmou que, em sua avaliação, houve precipitação na condução do episódio. “Estrategicamente, em questão de marketing político, no meu entendimento não deu certo. Não foi a melhor decisão dele.”

E completou: “O conteúdo está certo, está certíssimo, mas foi precipitado a forma como foi feito.”

Inteligência artificial nas escolas

Ao falar sobre as propostas para um eventual segundo mandato, Cadorin destacou novamente a tecnologia. “Eu sou deputado da Inovação, sou presidente da Comissão de Ciências e Tecnologia. Eu acredito que é uma bandeira que o Estado precisa levantar.”

O parlamentar afirmou ter apresentado um projeto relacionado ao ensino de inteligência artificial nas escolas estaduais. “Eu coloquei agora um projeto de lei que é para ser aprovado no meu próximo mandato, que é colocar no contraturno das escolas estaduais a alfabetização no uso da inteligência artificial.”

Para Cadorin, os estudantes precisam ser preparados para as transformações do mercado de trabalho. “Essas crianças precisam parar de ficar assistindo vídeo no TikTok, precisam começar a mexer de verdade nas ferramentas que vão transformá-las aptas ao mercado profissional do futuro.”

Tecnologia no combate à violência contra a mulher

Outro projeto destacado pelo deputado envolve o uso de tecnologia para proteger vítimas de violência doméstica. “Nós temos um projeto, inclusive, que nós colocamos nesse ano e que está para ser aprovado, mas o governador Jorginho Mello já implementou, que é um aplicativo, um sistema dentro do aplicativo da Polícia Militar que avisa as vítimas de violência doméstica de que o agressor adentrou no raio de segurança que a Justiça determinou.”

Cadorin explicou como, na avaliação dele, a ferramenta pode ajudar a evitar situações de risco. “Porque hoje a polícia é avisada, só que até a polícia tomar uma atitude pode ser tarde demais. Eles estão em outra ocorrência e não conseguem chegar a tempo.”

Segundo o deputado, a vítima poderá tomar uma atitude imediatamente ao receber o alerta. “Ela pode estar em casa, ela vai para a vizinha. Se ela está no shopping, ela entra em uma loja. Então isso já está sendo aplicado pelo governador.”

Ao abordar a violência contra a mulher, Cadorin defendeu uma mudança na forma como o problema é enfrentado. “Os homens precisam assumir responsabilidade no combate à violência. Não é possível que nós temos mãe, nós temos irmã, nós temos tia, nós temos esposa, nós temos filha. Você não nasceu de uma chocadeira, nasceu de uma mulher.”

E afirmou: “Como é que você admite que isso aconteça? E o homem sabe quando a piadinha passou do limite e ele sabe quando está tendo uma agressão psicológica e muito mais física.”

Na avaliação de Cadorin: “É o homem que tem que dar um basta nisso. Então, o chamamento, nesse caso, é para os homens de Santa Catarina.”

Ele também defendeu a utilização de ferramentas para aumentar a segurança das próprias vítimas. “Por isso que a gente está dando as ferramentas, inclusive para as próprias mulheres se defenderem.”

Avaliação da saúde em Santa Catarina

Questionado sobre as críticas da oposição aos números divulgados pelo Governo do Estado na área da saúde, Cadorin avaliou positivamente o cenário catarinense, mas reconheceu a existência de desafios. “A saúde do catarinense vai melhor do que a dos outros estados. Isso é inegável.”

Ao mesmo tempo, afirmou que as filas na saúde são um problema permanente. “Mas é um buraco sem fundo, como a gente sempre diz. A fila nunca vai zerar. Ela sempre vai reiniciar.”

Cadorin destacou o aumento dos valores pagos pelo Estado por procedimentos realizados pelo SUS. “O governo do Estado tem ampliado os valores pagos pelo SUS, porque essa tabela não é atualizada há 20 anos. É ridículo o que o SUS paga hoje por qualquer tipo de procedimento.”

Segundo ele: “Agora o governo do Estado, para cada cirurgia, ele tem pago um valor muito maior do que o próprio SUS paga para cada cirurgia feita.”

O deputado afirmou que essa estratégia tem contribuído para a redução das filas. “Isso tem diminuído bastante as filas.”

Mas defendeu que a saúde também seja trabalhada a partir da prevenção. “Mesmo assim, é um problema que é contínuo e ele tem que ter um trabalho também de prevenção.”

Entre os pontos que considera importantes, citou o saneamento básico. “Outro índice que Santa Catarina precisa alcançar é a questão do saneamento básico. O investimento em saneamento básico reflete diretamente na questão da saúde.”

Educação e envelhecimento da população

Cadorin também falou sobre a necessidade de preparar Santa Catarina para o envelhecimento da população. “A população está envelhecendo. A população tem que envelhecer com saúde também.”

Segundo ele, é necessário investir em prevenção para reduzir a dependência do sistema de saúde. “Como é que a gente faz para essa população idosa se exercitar, se alimentar melhor, enfim, para não precisar tanto de remédio, de SUS, de hospital quando ela estiver na terceira idade?”

Para o deputado, esse tipo de planejamento precisa ser pensado no médio e longo prazo. “Tudo isso é um planejamento de médio e longo prazo, assim como educação.”

Na avaliação de Cadorin, os resultados na educação também não aparecem imediatamente. “Educação, a gente não vira uma chave de um ano para o outro. Você começa lá nos anos anteriores, nos primários.”

Ele citou Joinville como exemplo positivo na área, mas também fez críticas ao ensino superior. “Depois a gente tem um buraco, que é a educação do ensino médio e, principalmente, o ensino superior, que está sendo tomado por ideologia esquerdista.”

Cadorin defendeu que as instituições de ensino priorizem o conteúdo acadêmico. “A gente não pode mais admitir que isso aconteça. A gente tem que deixar que as escolas ensinem o conteúdo escolar.”

E concluiu: “Ideologia, se ela quiser aprender, ela aprende fora. Então, a gente tem que tomar de novo esses espaços para que essa juventude, que daqui a pouco vai estar no mercado de trabalho, esteja apta para trabalhar.”

Emendas para a região Sul

Nas considerações finais, o deputado destacou os recursos destinados à região. “Quero agradecer demais à população aqui da região Sul. Eu sou de Joinville, mas nós distribuímos mais de R$ 2 milhões em emendas parlamentares aqui na região também.”

Cadorin afirmou que pretende manter uma visão estadual em sua atuação. “Nós temos uma visão global do Estado. Toda vez que eu penso num projeto, eu penso em como a gente pode favorecer o Estado inteiro.”

Ele citou como exemplo a política de inovação e desenvolvimento regional. “Essa questão da tecnologia, por exemplo, nós estamos pensando, junto com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, como a gente desenvolve os clusters.”

E explicou: “O que é isso? As aptidões locais. Então, quais são as aptidões locais de cada região que a gente pode desenvolver, que a gente pode agregar valor, que a gente pode preparar a população?”

Segundo Cadorin, esse tem sido um dos focos de sua atuação parlamentar. “Isso tem sido o nosso trabalho, efetivamente, dentro da Assembleia.”

Ao finalizar, o deputado destacou a coerência como uma das marcas que pretende manter na vida pública. “Vocês podem sempre contar comigo como alguém que tem o voto mais previsível da Assembleia. Todo mundo sabe, quando entra no projeto, se eu vou votar sim ou se eu vou votar não.”

E acrescentou: “Se eu vou votar sim, não precisa me dar nada, eu vou votar sim. Se eu vou votar não, não adianta me dar nada, eu não vou mudar de opinião.”

Cadorin afirmou que, independentemente da concordância com suas posições políticas, pretende manter coerência. “Pode gostar ou não gostar da minha ideologia, mas você nunca vai poder dizer que eu não sou coerente com aquilo que eu penso. E eu acho que é isso que falta na política hoje.”

Por fim, defendeu que o eleitor avalie o histórico dos candidatos antes de decidir o voto. “Você vota numa pessoa porque ela defende determinados assuntos quando está na campanha. E ela não pode ser uma estelionatária eleitoral e depois virar a chave por conta de benefícios ou qualquer outra coisa que venha beneficiar ela.”

E concluiu: “O que ele já fez, o que ele prometeu, o que ele vai fazer, se ele cumpriu aquilo que ele prometeu. E isso eu estou, assim, de consciência tranquila. Quando eu vou entregar meus panfletos, eu falo assim: compara o meu currículo com o dos outros candidatos, veja o que eu já fiz e o que eu quero fazer no futuro e faça a decisão no dia 4 de outubro”.

Como funcionam as entrevistas da Rádio Araranguá

A entrevista com Matheus Cadorin integra a série de entrevistas da Rádio Araranguá com candidatos nas Eleições 2026. A emissora estabeleceu critérios objetivos, previamente definidos e aplicados de maneira uniforme aos candidatos que disputam o mesmo cargo.

As entrevistas são realizadas de segunda a sexta-feira, entre 8h e 12h, com 20 minutos de duração, no estúdio da Rádio Araranguá. A participação é previamente agendada e está condicionada à disponibilidade da agenda da emissora.

Os candidatos ao mesmo cargo têm a mesma oportunidade de participação, respeitando o limite de dois candidatos por partido ou federação.

O formato é padronizado, com o mesmo tempo de duração e critérios de condução. As entrevistas são realizadas por dois comunicadores da emissora e transmitidas ao vivo, sem edição.

Eventuais manifestações de ouvintes durante as transmissões ao vivo não são utilizadas como critério para favorecer ou prejudicar candidatos, e a emissora não toma essas manifestações como parte da condução das entrevistas, em observância às regras estabelecidas para a cobertura eleitoral.

O candidato que confirmar e não participar no dia e horário agendados perderá aquela oportunidade, sem garantia de remarcação. Eventuais ausências comunicadas previamente serão avaliadas conforme a disponibilidade da agenda e a necessidade de preservar a igualdade de condições.

Os critérios foram estabelecidos com base na legislação eleitoral e na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), observando os princípios da isonomia, imparcialidade, impessoalidade e igualdade de oportunidades.

A Rádio Araranguá dará continuidade à série de entrevistas com os demais candidatos, mantendo os mesmos critérios para os concorrentes ao mesmo cargo.