Agronegócio Mercado do feijão registra alta para carioca e queda para preto, aponta Cepea

Mercado do feijão registra alta para carioca e queda para preto, aponta Cepea

10/09/2025 - 07h44

O mercado de feijão apresentou comportamentos distintos entre o tipo carioca e o preto no período de 28 de agosto a 4 de setembro, segundo dados do Indicador Cepea/CNA. Enquanto o feijão carioca segue valorizado pela menor oferta de lotes de alta qualidade, o feijão preto continua pressionado para baixo, mesmo em plena entressafra, devido à ampla disponibilidade.

No caso do feijão carioca de notas 9 ou superior, a oferta limitada de grãos de coloração clara, granulação superior a 90% na peneira 12 e umidade adequada sustentou os preços. Em Itapeva (SP), a saca de 60 kg subiu 2,18%, chegando a R$ 248,53. Em Sorriso (MT), houve alta de 2,12% (R$ 200,01/sc), e no Noroeste de Minas, avanço de 1,32% (R$ 222,69/sc). Já Barreiras (BA) registrou queda de 2,62%, com a saca cotada a R$ 216,67. Em algumas praças, os preços atuais já se aproximam de patamares históricos.

O feijão carioca de notas 8 e 8,5 também registrou alta. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba (MG) teve valorização de 5,88% (R$ 210,00/sc), seguido por Sorriso (MT), com aumento de 5,68% (R$ 182,14/sc), e Itapeva (SP), com 2,27% (R$ 215,86/sc). Em Barreiras (BA), houve recuo de 0,82%.

Já o feijão preto tipo 1 segue com preços abaixo da média histórica. Em Curitiba (PR), a cotação caiu 4,05%, para R$ 127,21/sc, frente a uma média histórica de R$ 192,87. A Metade Sul do Paraná registrou alta de 3,14% (R$ 121,65/sc), enquanto o Nordeste Rio-grandense (RS) teve aumento de 2,53% (R$ 117,91/sc). Apesar dessas altas pontuais, os preços continuam abaixo do mínimo de referência da Conab.

Para o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) e PEP (Prêmio para Escoamento de Produto) promovidos pela Conab são fundamentais para equilibrar as cotações: “Os preços pouco remuneradores no mercado interno têm direcionado maior volume para a exportação, que segue em patamares recordes”, afirmou.

Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, foram exportadas 459,9 mil toneladas de feijão, sendo 58,4 mil toneladas apenas em agosto, reforçando o impacto do mercado externo no setor.