Novo atentado em escola: até quando?
Esta semana mais uma vez uma tragédia assolou uma unidade de ensino. Segundo informações divulgadas na imprensa, um ex-aluno invadiu o Colégio Estadual Professora Helena Kolody, no município de Cambé, no interior do Paraná, e matou a tiros uma aluna, deixando outros feridos.
Independentemente da motivação, a ser apurada pela polícia, que já deteve o agressor, é preciso que a sociedade encare este problema de frente. Nossas instituições de ensino, que deveriam ser templos sagrados em homenagem ao saber, tornaram-se locais perigosos, visados por desequilibrados e negligenciados pelos agentes públicos.
Olhando em perspectiva, é preciso que analisemos as razões pelas quais estas instituições passaram a ser alvos prediletos de assassinos e psicopatas. Quais características de arquitetura, infraestrutura e operacional que as torna tão vulneráveis e alvos fáceis para aqueles que desejam descarregar suas frustrações por meio do gatilho de uma arma.
E por que nada ainda de efetivo foi feito para acabar com este problema de forma definitiva?
Sabemos que este fenômeno é muito mais complexo do que se desenhou até o momento. Não há uma dimensão única a explicar as suas causas, nem tampouco uma ação isolada que seja suficiente para estancar suas consequências. É preciso, portanto, um diálogo sério entre as autoridades constituídas para que isto tenha um fim!
De um lado, a melhoria na segurança das escolas é medida básica fundamental. Mas não se pode também perder de vista a manutenção e a continuidade destas ações de segurança, fazendo com que a instituição fique sempre guarnecida. Mas não é só. Precisamos enfrentar o problema da saúde mental de alunos e servidores, realizar acompanhamento psicológico com aqueles que apresentarem dificuldades, promover ações educativas de âmbito geral no sentido de promover o bem-estar institucional, além de tratar de forma efetiva, urgente e ágil todos aqueles que demonstrarem a necessidade de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.
Em um país como o Brasil, muitas são as necessidades da população, especialmente aquela dependente das escolas públicas. É preciso, portanto, enfrentar este problema de forma séria e definitiva. Algumas perguntas serão respondidas nos próximos dias, tais como: “o que o atirador desejava?”, “por que ele atacou aquela escola?”, “por que aqueles alunos em específico?”. Mas alguns outros questionamentos continuam a ser feitos desde o primeiro ataque no Brasil, sem qualquer resposta efetiva: “como trazer segurança para as escolas?”, “como promover a saúde mental de alunos e servidores?”, “como tratar distúrbios identificados?” e “como melhorar nossa legislação para que crimes deste tipo sejam severamente punidos e jamais repetidos?”.
Façamos este debate com nossos congressistas. Grande parte destas respostas dependem deles.Post scriptum: esta é apenas a minha opinião! Para concordar, discordar, sugerir ou interagir, envie mensagens para juniorfreitas.phd@gmail.com. E para saber mais a meu respeito, acesse meu currículo lattes pelo endereço: http://lattes.cnpq.br/6725856869061836







