O cyberbullying: a violência amplificada pela internet
A sociedade brasileira tem voltado seus olhos, nos últimos dias, para a escola e toda a violência que circunda este espaço. Desde os terríveis atentados havidos no Estado, procuramos mapear e compreender todos os fatores que contribuíram para a sua ocorrência, procurando encontrar fenômenos que possam ser evitados, de maneira a prevenir a reincidência.
Dentre eles, um dos temas mais relevantes no atual estágio de desenvolvimento de nossa sociedade é o cyberbullying, que basicamente é a violência realizada de diversas formas por meio da internet.
O cyberbullying é uma forma de agressão que ocorre através do uso de tecnologias digitais, como a internet e as redes sociais. Essa prática envolve a utilização de meios eletrônicos para assediar, intimidar, difamar ou ameaçar outra pessoa, sendo considerado um problema global que afeta crianças, adolescentes e até adultos. De acordo com uma pesquisa da UNICEF realizada em 30 países, aproximadamente 1 em cada 3 jovens entre 13 e 15 anos relataram ter sido vítimas de algum tipo de bullying on-line.
Esta prática pode ter impactos significativos na saúde mental e emocional das vítimas. Estudos mostram que as pessoas que sofrem cyberbullying são mais propensas a desenvolver ansiedade, depressão, baixa autoestima e até mesmo pensamentos suicidas.
As formas mais comuns de cyberbullying incluem o envio de mensagens ameaçadoras ou ofensivas, a disseminação de boatos e rumores falsos, o compartilhamento não consensual de fotos ou vídeos constrangedores e a exclusão social deliberada em ambientes online. Os agressores muitas vezes se sentem encorajados pelo anonimato proporcionado pelas plataformas on-line. Além disso, o alcance das agressões pode ser ampliado rapidamente, já que mensagens ou conteúdos prejudiciais podem se espalhar facilmente pela internet.
Entretanto, algumas medidas têm sido adotadas em diversos países para prevenir esta prática, muitos deles, inclusive, com a aprovação de leis e políticas para combater o cyberbullying. Além disso, escolas e organizações têm adotado programas de conscientização e educação sobre o tema. Entretanto, uma das principais barreiras para coibir-se a violência digital reside no desenvolvimento e acompanhamento de valores, transmitidos no ambiente familiar, conscientizando os filhos dos malefícios da prática, bem como das punições previstas para quem incorrer nestas condutas.
A família, composta pelos pais ou responsáveis, ocupa papel central na prevenção da violência digital, monitorando os passos dos filhos no ambiente on-line, para garantir que aqueles valores que deveriam ter sido transmitidos, obrigatoriamente, pela organização familiar, estão sendo rigorosamente seguidos pelos filhos em seus relacionamentos sociais.
Não há outra forma de avançarmos neste tema senão pelo controle rigoroso dos pais, afinal de contas, é sua obrigação entregar ao mundo um ser humano, um cidadão consciente de seus deveres para com a humanidade, respeitoso para com o próximo e sabedor de que existem consequências, entretanto elas não são tão poderosas quanto a inclinação para a prática do bem, aprendida no seio familiar.
De outro lado, o acolhimento das vítimas é dever da sociedade, que dele também não deve se furtar. Mas em última análise é fundamental entender que o cyberbullying é um problema sério que pode ter consequências graves. A conscientização, a educação e a promoção de ambientes seguros on-line são essenciais para combater essa forma de agressão e proteger os indivíduos vulneráveis.
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