Presidente da Associação Girassóis Fibromiálgicos do Extremo Sul expôs, na Câmara de Vereadores, a situação de pacientes de Araranguá e Celesc é cobrada em plenário, mais uma vez
A fala da presidente da Associação Girassóis Fibromiálgicos do Extremo Sul Catarinense, Giseli Cunha, nesta segunda-feira (20) na Câmara de Araranguá foi cirúrgica. Ela utilizou seu espaço de fala para expor a triste situação das pessoas que sofrem com a Fibromialgia. A fala foi desde o descaso público, onde precisam esperar 30 dias ou mais para uma consulta, sendo que a dor não pode esperar, até a falta de atenção às leis que já existem e que não são cumpridas.
Desmentiu
Giselli também desmentiu os que romantizam os pacientes de fibromialgia, afirmando que estão protegidos pelos SUS. Disse que não é verdade, porque não tem remédios via sistema SUS, e pediu socorro aos vereadores em ajuda as quase 2 mil pessoas portadoras da doença em Araranguá, doença essa que não tem cura. Solicitou que o Hospital Regional de Araranguá passe a ser referência para o tratamento da doença, porque hoje, eles recebem tratamento fora domicílio.
A dor
Giselli expôs que a dor é permanente e que por vezes, durante alguns dias, a pessoa portadora experimenta uma dor insuportável e precisa tomar medicamentos muito fortes. Mas isso também acaba debilitando órgãos do corpo, o que faz com que outros medicamentos, o que complica ainda mais a vida dos pacientes.
Abandono
A presidente também falou do abandono de mulheres pelos maridos, como foi o caso dela. “Ninguém consegue suportar viver com uma mulher que sente dor todos os dias, eu, além disso, tive um marido que me espancava”, lamentou. Ela citou ainda a lei Maria da Penha, que é para proteger as mulheres, mas não entende por que não existe uma lei para proteger as mulheres com Fibromialgia: “São mulheres com fortes dores, precisam ser protegidas, compreendidas, acolhidas”, observou.
Encaminhou
Após a fala da presidente da Associação Girassóis Fibromiálgicos, o presidente Paulinho Souza, determinou que a comissão de Saúde da Câmara, tome providências. A comissão é presidida pelo vereador José Carlos da Rosa, o Neno Fontoura, que deverá conversar com o setor de Saúde do município e estado, para apurar a situação dos pacientes, e o que pode ser melhorado em termos de atendimento a suas necessidades.
Contribuição de melhoria
Foi aprovado nesta segunda-feira (20) na Câmara de Araranguá, o projeto que autorizou a cobrança da contribuição de melhoria para o calçamento da rua Santilina Rodrigues da Rocha, trecho compreendido pela alameda Ascendino de Moraes de Sá e a rua Porfirio Belmiro Nunes. Chamou a atenção a fala do presidente da casa, Paulinho Souza. Ao nominar moradores da rua que estavam presentes, entre eles o conhecido Jair Bala, Paulinho alertou que a pavimentação será cobrada, e que deve ficar em torno de R$ 2,5 mil por terreno com até 12 metros de frente. Ele foi questionado sobre a cobrança e informou que era exatamente o que estava sendo aprovado naquele momento, a contribuição de melhoria.
Como será
Durante a última sessão deste mês de julho na Câmara de Araranguá, registramos a reclamação do vereador Juliandro Jacques, de que a Celesc recebeu o pedido de troca de um poste quebrado há mais de um ano, e que o serviço ainda não foi realizado. Mesmo assim, nesta segunda (20), o vereador aprovou requerimento, solicitando a troca de outro poste, que também está quebrado. Juliandro registrou a demora e solicitou que o serviço seja realizado em menos tempo. “Se a conta de energia atrasa, eles cortam, mas e quando eles têm que prestar o serviço, quem cobra deles?”, questionou.
Faturas
Outro problema que a Celesc não resolveu, ou não quer resolver, é a entrega de faturas da energia. Novamente recebamos diversas reclamações sobre a conta que não chega nas casas dos consumidores. Claro que a empresa disponibiliza o pagamento através do WhatsApp e no portal, mas é preciso levar em conta, que nem todas as pessoas têm acesso a tecnologia, e outras ainda preferem receber a conta à moda antiga. Forçar os consumidores a irem para o digital, pode ser um erro, estimular, seria mais conveniente.









