Geral <strong>“Quase 30 mil exames não foram realizados”</strong>, afirma secretária de saúde

“Quase 30 mil exames não foram realizados”, afirma secretária de saúde

08/11/2022 - 09h21

Quando um cidadão busca por um estabelecimento de saúde, certamente ele tem algum tipo de problema, que precisa ser investigado e resolvido. Este é o desafio do sistema único de saúde – SUS, ofertar o atendimento necessário para que todo o cidadão tenha acesso a saúde pública. A dificuldade, porém, é grande. Os relatos são de que as pessoas ficam por meses e as vezes anos aguardando por consultas, exames e cirurgias. Cabe, muitas vezes as secretarias municipais de saúde atender a essas reivindicações, mesmo quando elas não são de responsabilidade dos municípios.

A secretária de saúde de Araranguá, Dayane Biff, explicou as dificuldades de atender a todas as solicitações que são feitas pelos médicos. “Quando o sus foi feito ele foi criado de forma tripartite. Tem a união, o estado e município. E o município ficaria com a atenção básica, que seria ofertar  consulta para todo mundo”, disse Dayane, em entrevista ao programa Dia-a-Dia, da Rádio Araranguá. De acordo com a secretária “O sonho seria poder abrir a tela e ter todos os exames disponíveis para poder marcar e já sair com a data marcada, mas infelizmente hoje não é assim”, afirmou.

Uma das medidas adotadas pela administração municipal é o de classificar a lista, conforme a sua classificação de risco, para que o cidadão que tem a necessidade mais urgente possa receber o mais rápido possível o atendimento. Outra medida é a aquisição de mais exames e consultas, para agilizar a fila. “A gente sabe que a demanda não é suficiente, por isso muitas vezes a gente complementa”, afirmou a secretária.

Muitos exames

Outra crítica feita pela secretária de saúde é com relação a solicitação de exames. Dayane afirmou que existem exames que feitos muitas vezes podem ser prejudiciais a saúde do paciente. “A gente as vezes não se toca, que tem exame que tem exposição a raio. O raio-x, por exemplo, não é um exame que as pessoas podem fazer toda a semana. O risco de ter um câncer é muito alto”, destacou.

Outro ponto destacado é de que muitas solicitações acabam dificultando a compreensão por parte do paciente. “É tanto encaminhamento que as vezes até as pessoas se perdem. É comum a gente ligar para um paciente dizendo que saiu a consulta de urologista e ele afirmar que esta esperando o cardiologista”, contou.

Falta em exames

A falta em exames e consultas também é um problema para a agilizar o andamento das filas. De acordo com a secretária, em 2022, quase 30 mil exames não foram realizados por falta. “Dos agendados, dos 155 mil, quase 30 mil não foram realizados. O nosso pedido é para que as pessoas nos avisem que não vão. Por que se nós agendamos para o dia 100 atendimentos e 50 não vão, são 100 pessoas que nós deixamos de atender”, disse Dayane, explicando que a falta é o atendimento do paciente que não foi mais o do paciente que deixou de ser agendado. A secretária ainda explicou que esses exames não são pagos, mas isso dificulta o andamento das filas.