“Quase 30 mil exames não foram realizados”, afirma secretária de saúde
Quando um cidadão busca por um estabelecimento de saúde, certamente ele tem algum tipo de problema, que precisa ser investigado e resolvido. Este é o desafio do sistema único de saúde – SUS, ofertar o atendimento necessário para que todo o cidadão tenha acesso a saúde pública. A dificuldade, porém, é grande. Os relatos são de que as pessoas ficam por meses e as vezes anos aguardando por consultas, exames e cirurgias. Cabe, muitas vezes as secretarias municipais de saúde atender a essas reivindicações, mesmo quando elas não são de responsabilidade dos municípios.
A secretária de saúde de Araranguá, Dayane Biff, explicou as dificuldades de atender a todas as solicitações que são feitas pelos médicos. “Quando o sus foi feito ele foi criado de forma tripartite. Tem a união, o estado e município. E o município ficaria com a atenção básica, que seria ofertar consulta para todo mundo”, disse Dayane, em entrevista ao programa Dia-a-Dia, da Rádio Araranguá. De acordo com a secretária “O sonho seria poder abrir a tela e ter todos os exames disponíveis para poder marcar e já sair com a data marcada, mas infelizmente hoje não é assim”, afirmou.
Uma das medidas adotadas pela administração municipal é o de classificar a lista, conforme a sua classificação de risco, para que o cidadão que tem a necessidade mais urgente possa receber o mais rápido possível o atendimento. Outra medida é a aquisição de mais exames e consultas, para agilizar a fila. “A gente sabe que a demanda não é suficiente, por isso muitas vezes a gente complementa”, afirmou a secretária.
Muitos exames
Outra crítica feita pela secretária de saúde é com relação a solicitação de exames. Dayane afirmou que existem exames que feitos muitas vezes podem ser prejudiciais a saúde do paciente. “A gente as vezes não se toca, que tem exame que tem exposição a raio. O raio-x, por exemplo, não é um exame que as pessoas podem fazer toda a semana. O risco de ter um câncer é muito alto”, destacou.
Outro ponto destacado é de que muitas solicitações acabam dificultando a compreensão por parte do paciente. “É tanto encaminhamento que as vezes até as pessoas se perdem. É comum a gente ligar para um paciente dizendo que saiu a consulta de urologista e ele afirmar que esta esperando o cardiologista”, contou.
Falta em exames
A falta em exames e consultas também é um problema para a agilizar o andamento das filas. De acordo com a secretária, em 2022, quase 30 mil exames não foram realizados por falta. “Dos agendados, dos 155 mil, quase 30 mil não foram realizados. O nosso pedido é para que as pessoas nos avisem que não vão. Por que se nós agendamos para o dia 100 atendimentos e 50 não vão, são 100 pessoas que nós deixamos de atender”, disse Dayane, explicando que a falta é o atendimento do paciente que não foi mais o do paciente que deixou de ser agendado. A secretária ainda explicou que esses exames não são pagos, mas isso dificulta o andamento das filas.







