Economia Tempestades causam prejuízo na agricultura

Tempestades causam prejuízo na agricultura

09/03/2023 - 09h16

As tempestades que atingiram o Vale do Araranguá no último final de semana afetaram também a agricultura da região. Embora os principais afetados tenham sido as residências em Balneário Arroio do Silva, a agricultura também registrou prejuízos. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Araranguá, Rogério Pessi, o principal problema é no arroz, que nesta fase de produção pode acamar e causar prejuízos na produção.

“A gente tem uma conversa com a Epagri, e é muito difícil de mensurar isso, por que tu tem que ligar para todo mundo. Mas nessa época, qualquer temporal causa prejuízo”, disse Pessi. Ele explicou ainda que o arroz é o principal impactado também em virtude do momento da fase de crescimento da planta. “Principalmente para os produtores de arroz, que tem lavouras muito bonitas, muito viçosas. O arroz é uma planta que fica pesada agora, por que o cacho fica maduro, então qualquer vento que dá, o arroz cai, ele acama. Então nós tivemos várias lavouras acamadas”, explicou.

O presidente do Sindicato Rural ainda afirmou que o prejuízo só poderá ser determinado após a colheita, pois ainda é possível diminuir os impactos. “A questão do arroz, a gente não consegue mensurar por que vai depender do tempo daqui para frente. Se não chove, a ceifadeira consegue juntar. Agora, se chover todo dia, como ta fazendo agora, ele começa a germinar, a apodrecer”, disse.

Além do arroz, outras culturas também foram afetadas. O prejuízo também atinge propriedades que tenham galpões, que acabaram destelhando. “Tivemos também acamamento no milho, por que com essa chuva o milho cresce demais. Nós tivemos destelhamentos em alguns galpões em propriedades de produtores de leite. Tivemos também alagamentos de pastagens. Então tudo isso é prejuízo”, completou.

Nota eletrônica de produtor rural

A questão das notas fiscais eletrônicas, que estão previstas para serem cobradas a partir de 30 de julho também estão sendo debatidas. Segundo Rogério Pessi, os agricultores ainda tem muitas dúvidas sobre o preenchimento e muitas propriedades ainda não tem a infraestrutura necessária para iniciar a utilização do sistema, como computador e internet, o que gera muito receio por parte do produtor. Por isso, entidades estão solicitando ao Confaz (Conselho Nacional Fazendário) a prorrogação da exigência da Nota Fiscal Eletrônica.

“Dia 31 de março vai ter uma reunião do Confaz para discutir isso. Então provavelmente dia 1º de abril, que é o dia da mentira, vai sair uma resolução sobre isso”, afirmou Rogério Pessi. Ele lembrou no entanto que o sindicato já tem promovido cursos para orientar o produtor no preenchimento das notas