“Estamos fazendo das tripas coração”, diz prefeito do Arroio sobre obras paralisadas
Com o cancelamento de recursos destinados pelo Estado, para a realização de obras nas cidades. Inúmeros municípios estão com serviços paralisados devido à falta de verba. Em Balneário Arroio do Silva a situação não está diferente, são obras importantes, que estão trancadas pela falta de recursos.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, o prefeito de Evandro Scaini, falou sobre a situação das obras. “A obra do acesso Sul está parada, falta o Estado pagar R$ 2,9 milhões. A construtora quer reequilíbrio financeiro no valor de R$ 1 milhão, só que quem tem que pagar o reequilíbrio é o município, estamos nessa discussão. As obras do calçadão, a empresa recolheu o material e foi embora. Eles têm R$ 600 mil de medição e não tem pagamento. Tudo que o município pudesse pagar, foi pago e tudo que o Estado destinou na primeira levada já foi usado”.
Sobre as obras que seguem em andamento no município, Scaini ressaltou: “Estamos tocando a praça do centro, o posto de saúde, a drenagem da Erechim já foi concluída, mas ainda tem R$ 300 mil para ser pago. No posto ainda tem R$ 600 mil para ser pago. Na obra da praça, quando começamos ela, tínhamos R$ 1,3 milhão, hoje ainda temos R$ 600 mil na conta, mas sabemos que vai acabar. A obra da prefeitura estamos tocando com recursos próprios e o ginásio com recursos próprio e federal, também estamos tocando. As obras de pavimentação estão seguindo com recurso próprio e de deputados. Estamos fazendo das tripas coração. Nossa administração está sempre em contato com o governo do Estado”.
Em relação à previsão das transferências a serem realizadas pelo Estado, o prefeito diz estar sem resposta e não saber quando será depositado. “Nunca sabemos quando vai acontecer o pagamento. Não tem nenhuma promessa de prazo. O governador esteve em nossa região em maio, disse que em breve estaria pagando, mas já estamos em agosto e nada até agora. Temos que aguardar, infelizmente não tem o que fazer”.











