Lei do deputado Zé Milton e ação da Celesc e da Segurança Pública apertam o cerco contra o furto e a receptação de fios e cabos de energia furtados
Aconteceu nessa semana, uma reunião em Florianópolis para tratar da implementação de ações, para coibir furtos e roubos de cabos e fios de energia em todo o Estado. No encontro, estiverem presentes representantes da secretaria de Segurança Pública, Celesc e o autor da lei 18.512, que prevê ações de combate ao furto de fios, José Milton Scheffer, deputado estadual.
Em entrevista à Rádio Araranguá, no programa Estúdio 95, apresentado por Lucas Casagrande, o deputado falou sobre o encontro e a lei, de sua autoria, que prevê uma fiscalização mais rígida também para quem compra fios e cabos de energia oriundos de furto. “Foi uma reunião muito importante onde tratamos sobre esse preocupante assunto que é o furto. Além de causar um grande prejuízo financeiro, traz um transtorno muito grande, onde escolas precisaram ficar um dia inteiro sem aula, por falta do fornecimento de energia. Chegou um momento em que o Estado precisou agir. Com isso, criamos uma lei aqui na Assembleia Legislativa, que estabelece alguns parâmetros para poder controlar essa situação”.
Zé Milton ressalta que a reunião foi um forte indício de que o governo do Estado vai colocar o Instituto Geral de Perícia, as polícias Civil e Militar à serviço da sociedade para coibir esse tipo de crime. “Fomos convidados para participar desse evento e a ideia é que a Celesc também ajude a criar um controle maior e faça planejamento das suas obras para impor maior dificuldade para o furto desse tipo de equipamento”.
De acordo com o deputado um dos meios de diminuir esse tipo de crime é também fiscalizar os compradores. “Só vejo uma saída e a lei que criei faz isso. Ontem o secretário de Segurança tomou conhecimento dela. O Estado precisa implementar o que está previsto na nossa lei, que é controlar o comércio de sucata de carros e fios elétricos e também empresas que compram para reciclagem. O Estado tem como fazer isso através da Polícia Militar e da secretaria de Segurança Pública. Em alguns países você pode vender esses materiais, mas é tirado uma fotografia do vendedor, visto a identidade do mesmo e ele só recebe três dias depois, em que é atestado a origem do material que ele está comercializando”.
Por fim, o deputado ressalta que, para a lei surtir efeito, a ação das forças de segurança e dos órgãos fiscalizadores precisa ser constante. “A nossa lei fala isso, a cada quatro meses esses locais sofrem uma investigação da Polícia Militar e a Secretária da Fazenda controla a questão fiscal dos estabelecimentos. Com isso, vamos conseguir dificultar esse comércio. Essa lei já foi aprovada pela Assembleia e está à disposição do governo do Estado e a gente espera agora uma ação da secretaria de Segurança Pública para que ela seja implementada”.











