Empresa Pagé pode deixar Araranguá por falta de solução do DNIT para alagamentos em via federal
Em entrevista ao apresentador Saulo Machado, da Rádio Araranguá, o vereador de Araranguá Juliandro Jaques (Republicanos) e o coordenador do partido Marco Antônio Mota manifestaram preocupação com a possibilidade de a empresa Pagé deixar o município devido a problemas recorrentes de alagamentos em uma via federal sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Segundo o vereador, a situação ocorre em um trecho do antigo leito da BR-101, onde a água se acumula com frequência, atingindo empresas e moradores da região. “Dá uma gota d’água, enche d’água. Não é só a Pagé também. Várias empresas ali estão passando esse problema, vários moradores, e nós não vamos descansar enquanto não resolver isso”.
Reunião com DNIT não aconteceu
Juliandro relatou que chegou a viajar até Brasília para tratar do assunto com o DNIT, mas a reunião foi remarcada diversas vezes e acabou não ocorrendo. “Nós estávamos a dois mil quilômetros. Estava agendado. Depois disseram que não iam conseguir atender. Na semana seguinte ofereceram horário quando eu já estava em Araranguá”.
O vereador classificou a situação como desrespeitosa com o município e reforçou que pretende continuar pressionando por uma solução. “A gente como vereador vai lutar uma demanda e é humilhado. Eu não vou me calar”.
Obra tem recurso, mas depende de autorização federal
De acordo com os entrevistados, a Prefeitura possui projeto pronto e recursos estimados entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões para executar a obra de drenagem que resolveria o problema de alagamentos até o açude Mané Angélica. No entanto, a intervenção depende de autorização do DNIT por envolver área federal.
“O prefeito garante o dinheiro. Se tiver licença, o prefeito garante. Mas não pode fazer a obra por baixo da BR porque leva multa diária no CPF. A drenagem beneficiaria não apenas a Pagé, mas diversas empresas e moradores da região”, relataram.
Risco de impacto econômico preocupa
O vereador destacou que a empresa possui entre 800 e mil funcionários, o que torna a situação ainda mais preocupante para a economia local. “Daqui a pouco essa empresa resolve sair de Araranguá. Quem é que vai pagar o prejuízo? Quem vai pagar o desemprego?”.
Segundo ele, maquinários de alto valor já foram atingidos por alagamentos e veículos de funcionários também sofreram danos em episódios recentes.
Mobilização política pode incluir protesto
Caso não haja avanço nas tratativas com o DNIT, Juliandro afirmou que uma mobilização poderá ser organizada junto a empresários e moradores da região. “Nós vamos até um ponto com a diplomacia. Se não resolver, vamos chutar o balde. Nem que seja duas ou três horas, aquela rua nós vamos fechar”.
Projeto maior para revitalização da marginal segue parado
Durante a entrevista, Marco Antônio Mota lembrou que existe ainda um projeto mais amplo de revitalização das marginais do antigo trecho da BR-101 dentro de Araranguá, com recursos previstos por emenda parlamentar federal. “Tem um projeto de mais de 20 milhões para fazer tudo ali. O município fez o projeto e doou para o DNIT. Mas o processo não anda”, concluiu.







